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sábado, 22 de fevereiro de 2014

DE MÃOS DADAS COM O SOL (Quarta e última parte: Regresso a casa)


O sol escondera-se. Eram horas de regressar a casa


Ainda pensei fazer mais um pouco de exercício, mas a Gláucia não me deixou...


O rio com novas tonalidades...


Luzes de Leiria: Santuário de Nossa Senhora da Encarnação.








 A ponte do relógio.


Aviso para não desprezar.


A Ponte Bar.



 Desabafo de alguém...


Igreja de Santo Agostinho








A ponte pedonal "El-Rei D. Dinis"


A fonte das três carancas.


Igreja do Espírito Santo. Que pena os vitrais da janelas não estarem iluminados


A Fonte Luminosa: Lis e Lena




Leiria é uma cidade bonita, de que gosto


Urbanidades...


Ponte do Arrabalde: Já perto de casa, a incontestável certeza de que ainda não seria naquele dia que provava a canja de bacalhau da "comadre" Gláucia. Fora a pé e regressar mais tarde, também a pé, seria temerário.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

DE MÃOS DADAS COM O SOL (Primeira etapa: A caminho)


No domingo, acordei com uma vontade quase irreprimível de escrever, mas o bom tempo convidava a um passeio a pé.
Assim, depois de almoço, desci as escadas e saí do prédio.


 Encontrei de imediato a primavera


 E seguimos da mãos dadas, a primavera e eu, com o sol meio envergonhado daquela tarde de inverno, em que a chuva nos dera tréguas.


Colhemos narcisos. E a primavera e sol estenderam-me, repousando na tarde e eu continuei.


  Detive-me junto às ervas daninhas da beira da estrada. Alguém provou a seiva desta flores amarelas ou fui só eu que em garota fiz tolices?


Mais dois passos e não resisti...

    

Colhi um trevo... Sou eu que faço a minha sorte.



          A Natureza resplandecia.  Até as silvas floresciam com uma pujança para mim desconhecida.                                                                                                                           


E a brincadeira infantil: "O teu pai é careca?" E eu-menina a soprar as sementes ao vento: "É careca!"



 Será que outra Isabel reconhece alguma destas varandas? Ou serei eu que estou confundida?


 Continuei o passeio, pela Rua Comissão da Iniciativa.


 Detive-me para dois dedos de conversa com AS MULHERES DE LEIRIA - escultura de Pedro Anjos Teixeira, inaugurada a 22 de Maio, no âmbito das comemorações do IV centenário de elevação de Leiria a cidade.


 Mais uns passos e a curiosidade permitiu que encontrasse a Porta Verde. Está velha, desbotada e gastas porque, em cada amanhecer, é por ela que passam biliões de pessoas antes de pôr o pé no novo dia.


 Atenção ao aviso!


E aquilo o que seria, mesmo ali do lado esquerdo desta porta sem vidros? 


Tinham-me dito que eram raros... Ah! Em Leiria há muitos! Mesmo à mão de colher, nas floreiras do edifício sede da Junta de Freguesia.


 Colhi um branco, tal como quero para mim. Branco com sinónimo de sincero, verdadeiro. Newton provou que o branco é a mistura de todas as cores... e eu quero o arco-íris.


Tropecei em tristeza e desolação


E detive-me a VER.A.CIDADE.


Alguém sabe o que foi esta horta? Nada mais nada menos que a cerca onde brincavam as meninas que frequentavam o Liceu Nacional de Leiria. Era o logradouro do Anexo do Liceu. 


Sinto-te a falta, amiga.


Pois é!


E o ato revolucionário surgiu a dois passos.


O "Ferro de Engomar" lembrou-me que havia trabalho que me esperava...


Mas que importava?! Amor ainda se escreve com pétalas de rosa.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

É SETEMBRO

“Venham amanhã” - sugeriram as amigas e os amigos que anualmente encontro naquela fila de barracas, em S. Martinho do Porto, no mês de agosto, quando, com as amigas de Leiria, me despedia disposta a partir. “A Patrícia oferece-nos o dia de bónus” – acrescentaram. A Patrícia é a concessionária que nos aluga a barraca de praia. “Não! Mês e meio de S. Martinho, chega! E despedimo-nos. “Adeus. Até à Festa da Senhora do Fetal” – Disseram, tal e qual como haviam dito o ano passado, para só nos voltarmos a encontrar, este ano, em pleno mês de agosto, na praia.

Antes o Rui fora a Turquel buscar queijadas à fábrica do pai e aconteceu outra confraternização. Tirámos fotos e viemos. Os outros ficaram. Possuem lá casas, não precisam de respeitar o calendário, mas para mim, já é tempo de repor as rotinas.



Desci até ao centro. A cidade continua despida, quase não há gente nas ruas, talvez por ser domingo, um domingo de sol, sem vento. E eu gosto da cidade despida da fauna habitual. Lembro-me sempre da cantilena “Que é que você vai fazer domingo à tarde?... Passear por aí, numa rua qualquer da cidade…” a cadência é triste e a canção fala de solidão, mas eu gosto de deambular pela cidade despida de quotidiano, olhá-la na nudez dos fluxos que lhe dão vida, como se a visse lamber-se nas feridas para sarar-se  de mágoas e encontrar um novo sentido, esquecidos interesses. E sinto-me a fada madrinha que estalando os dedos ilumino os sítios mais cinzentos, planto malvas-rosas em todas as janelas e deixo que os gatos se espreguicem ao sol.

Não ia calçada para grandes passeios, mas não foi isso que impediu que me alongasse pelo rio, cidade fora. Subi a ponte pedonal, que ainda não conhecia e debrucei-me sobre o rio. “Que pena” – pensava – “não haver dinheiro, para a limpeza do leito. Para a recuperação das casas junto à margem…” e detive-me. Detive-me enamorada daquela velha casa com escadas para o rio onde tanto desejei morar, quando menina. Ri-me à lembrança dos tratos que dava à imaginação no sentido de convencer a minha mãe a deixar-me tomar banho no rio, se algum dia ali morasse. E da forma simples como me consolava: “se não me deixar tomar banho, vai deixar que me sente no degrau com os pés de molho”. Hoje a água já nem chega aos degraus e quem, para além dos patos, quereria tomar banho neste rio tão pouco convidativo?!

As ruínas falam de abandono, de outros interesses, de vidas que foram, já não são. Aquela casa projeto Korrodi a cair aos bocados…

E eu calmamente a regredir no tempo, contrariando o curso do rio, anos a fio em tão poucas horas, a sorrir ao que foi e feliz por poder voltar para trás e seguir em frente na expectativa do que virá depois.

É setembro.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

S. MARTINHO DO PORTO




Por que, belo navio, ao clarão das estrelas,
Visitaste este mar inabitado e morto,
Se logo, ao vir do vento, abriste ao vento as velas,
Se logo, ao vir da luz, abandonaste o porto? 


                                        Uma tarde de Outono, Olavo Bilac, in Poesias