Mostrar mensagens com a etiqueta EVENTOS. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta EVENTOS. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

FESTA DA ALBERTINA (2012)



Captação de imagens: Filhas da Albertina;
Montagem: Albertina, a professora de informática que dá aulas pelo telefone.

domingo, 26 de janeiro de 2014

UN SOUVENIR



Vídeo e montagem de autoria de António Nunes

sábado, 14 de dezembro de 2013

IN LUDO

Recebi o convite e fui, com uma amiga, porque as outras duas não conseguiram despachar-se a horas, ao concerto dos alunos do Orfeão de Leiria - Conservatório de Artes,  que teve lugar no Mimo - Museu da Imagem e Movimento, cuja finalidade foi proporcionar o intercâmbio entre a Música e as Artes Plásticas, representadas na exposição "In Ludo"(1), pela fotografia de João Daniel, Miguel Proença, Jorge Ricardo e "instalação" de Isabel Garcia (escultora).

A curadoria da Exposição, que decorrerá até 28 de Dezembro, é de António Guerra.


Foram chamar-nos à cafetaria e instalámo-nos. 


Mas onde é que está a Ilda?


E a Ilda não aparecia...


Finalmente apareceu, com António Guerra, curador da exposição. Cumprimentou-nos. explicou o que se ia passar e...


... afastou-se para a esquerda, dando a vez às explicações de António Guerra.

Começou o concerto

José Cerejo


Joaquim Januário. A tua foto ficou muito mal. És mais bonito do que te pus aqui. As miúdas sabem. :) 


Maria de Oliveira


Catarina e Madalena 


Quinteto "Quintústico" com Ilda Coelho


 Carolina Rosa


E ela espreitava, atenta... aquecendo as mãos porque ia tocar a seguir.


Bárbara Bento. A professora ouve "babada" a boa execução.


Vá lá! Não se esqueceu de entrar... Estava a ver que o enlevo era tanto que se distrairia... :)


As meninas da flauta, que antes atuaram individualmente: Cristiana, Carolina Martins, Carolina Rosa e Bárbara


Ó Sandra francamente! Sai daí! Sandra Leitão, diretora pedagógica, escondida atrás da coluna, "babando-se" mais discretamente, que a professora que se vê ao fundo e que todos os outros que assistiam sentados nas cadeiras. 
Acho que vou levar uns puxões de orelhas, mas o que aqui conto é verdade. Eu bem os vi. Sim João Pedro, tu estavas na fila atrás de mim... Dos outros dois professores, que também estavam presentes, não posso falar. Esses não conheço. 



Terminado o concerto, em que todos os executantes se portaram muito bem, para encanto dos próprios, orgulho dos professores e nosso deleite, apreciámos a exposição.


" Instalação Via Mendax" - o desafio de Isabel Garcia, senhora de extrema simpatia, que adorei conhecer, inspirada na lenda de tradição oral Hansel e Gretel (Irmãos Grimm).

É um jogo de opções em que cada um tem de se embrenhar pelo seu caminho, o que nem a proteção dada às pistas impede que aconteça.


SKenografia 3d - Miguel Proença




 Fio de Prumo - Jorge Ricardo


Ser e não ser - João Daniel (um pouco de surrealismo que nos encantou).

(1) In Ludo
Fotografia / escultura

Ilusão, S. f. (do latim iludo, a partir do prefixo in, acrescido do verbo ludo):
1. engano dos sentidos, do pensamento ou do espírito, que faz tomar a aparência pela realidade;
2. o que se nos afigura ser, mas não o é;
3. engano dos sentidos ou do espírito;
4. quimera;
5. esperança irrealizável.

Do ludo vem alusão (aludo), intervalo (interlúdio), representação (prelúdio).


Duas horas muito bem passadas.  Muito obrigada pelo convite. Parabéns a todos os intervenientes pelo ótimo trabalho.





segunda-feira, 1 de julho de 2013

PRAXÁGORA



(…) O que tenho a fazer é pôr a coroa na cabeça e encarregar-me, eu, da vossa defesa.

Aos deuses suplico que levem a bom termo os nossos projetos. Esta terra é tanto minha como vossa. E aflige-me, dá-me engulhos, ver a podridão que vai por essa cidade. O mal está em que a vejo sempre deitar mão a governantes da pior espécie. Se por um dia que seja, aparece um que se aproveite, a fim de dez fica igual ao anterior. Confia-se noutro e é pior a emenda que o soneto. Sem dúvida que é difícil abrir os olhos a gente cabeçuda como esta.

Dos que vos são dedicados, vocês têm medo; dos que não querem nada convosco, andam atrás deles que nem cordeirinhos.

Se um fulano se cose com as massas cobrem-no de elogios; se não se aproveita, diz-se que quem procura ganhar a vida como membro da assembleia merece a morte.

E são vocês, meu povo, os culpados de tudo. Quando recebem em salário os fundos do Estado, só pensam no próprio interesse. É ver quem se enche mais! E o Estado lá vai tem-te-não-caias. Mas acreditem no que vos digo, ainda se podem salvar. É às mulheres, na minha opinião que se deve confiar a cidade. Tanto mais que, nas nossas casas, é a elas que entregamos a administração doméstica.
Que os hábitos delas são melhores do que os nossos é o que passo a demonstrar.


Fazem os seus grelhados sentadas, como dante; trazem fardos à cabeça, como dantes; cozem bolos, como dantes; estafam os maridos, como dantes; metem os amantes em casa, como dantes; compram gulodices, como dantes; gostam de uma boa pinga, como dantes; pelam-se por fazer amor, como dantes. Por isso é a elas, meus senhores, que temos de confiar a cidade, sem mais discussão, sem sequer nos preocuparmos com o que pensam fazer. Dêmos-lhes carta-branca para governarem.  Consideremos apenas estes pontos:

Primeiro, que se são mães, vão dar tudo por tudo para salvarem os soldados;

Segundo, no que respeita a comida, quem mais solícito que uma mãe para reforçar uma ração?

Ninguém mais furão que uma mulher para arranjar umas massas; no poder não há quem lhes faça o ninho atrás da orelha, porque a fazer o ninho atrás da orelha quem é que lhes leva a palma?! Bom, adiante! Vão pelo que vos digo, que ainda hão de levar uma vidinha regalada.

Aconteceu no Teatro Miguel Franco, a 18 de Junho de 2013, pelas 15h 30m

As Mulheres no Parlamento, Aristófanes

Introdução, versão do grego e notas de Maria de Fátima Sousa e Silva, JNIT - Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra, Coimbra, 1996



Bléfiro, Teresa Sá Pessoa, "meu marido", eu e Cremes, Manuela Figueiredo



"São as mulheres a governar! São as mulheres a governar!"
Da esquerda para a direita: Eu; Alda - outra mulher; Lurdes Frazão - primeira mulher e homem, Esmeralda Sapinho - escrava; Manuela Figueiredo - Cremes; Teresa Sá Pessoa - Bléfiro; Altina - segunda mulher, que não se vê nesta foto


Com a Dra. Isabel Aragão, a professora de teatro e encenadora e Dra. Helena Carvalhão - Presidente de Sempraudaz - Associação Cultural


A Altina - segunda mulher, contracenando comigo

terça-feira, 25 de junho de 2013

PARA QUE NADA FALTE

A minha amiga, Maria da Cruz, deixou-me copiar as fotos dela. Assim, aqui ficam as imagens das esculturas que faltavam, da exposição de Joana Vasconcelos. Obrigada, Maria da Cruz.



Le petit gateaux


A polémica "noiva"



Lilicoptère (2012)




Pormenores de "Royal Valkyrie". Com grande pena minha não consegui arranjar uma imagem de conjunto.

sábado, 1 de junho de 2013

EM PROL DA CULTURA

A professora Teresa Vieira, responsável pelas aulas de história, na Sempraudaz - Associação Cultural, tendo este ano letivo optado pela discussão das obras: "As luzes de Leonor", a marquesa de Alorna uma sedutora de anjos, poetas e heróis, de quem Maria Teresa Horta, sua descendente e autora do livro, pensa ter herdado a sensualidade e "A Marquesa de Alorna" de Maria João Lopo de Carvalho, organizou uma ida a Lisboa com o propósito das e dos "sempraudazes" visitarem o Palácio do Marquês da Fronteira. 

De caminho... passámos pelo Palácio Nacional da Ajuda, para vermos a mostra individual de Joana Vasconcelos.

Aqui vos deixo o meu testemunho.


Eis os "sempraudazes" dispostos a "tomar de assalto" o Palácio Nacional da Ajuda.


À entrada, enquanto esperávamos pelos bilhetes...


Qual não é o meu espanto?! Encontro-me com a Liberdade meio obscurecida...


E com a Generosidade maneta...


Entrámos no palácio e esta criatura de Deus, não conseguia tirar o flash da máquina fotográfica. Assim não podem degustar o Petit Gateaux, 2011, situado na Sala dos Reposteiros, como também não poderão passear-se pelo Jardim do Éden, na Sala Grande de Espera. 

No Éden não pagaram a conta à EDP. A sala estava às escuras e a fraca luz fornecida pela fibra ótica das flores de plástico compradas numa loja de chineses, não permitia veleidades a fotografas de "trazer por casa". Aqui tive ocasião de elaborar o meu primeiro juízo de valor: não vale a pena esforçarmo-nos para sermos bonzinhos, não pecar, não nos portarmos mal. Aquilo no Éden é uma "chatice" andamos todos aos tropeções e nem espaço temos para cair... No inferno deve ser mais divertido, pelo menos para quem goste... da luz acesa. Também não há eletricidade, mas temos a luz da fogueira que está permanentemente a crepitar. Por isso portem-se mal à vontade e perdoem-me a brejeirice.



Na Salinha dos Cães, finalmente sem flash na máquina, fotografei o Bragança (2012). O Bartolomeu ficou a ganir... 


Sala do Despacho - Airflow (2001) - e as gravatinhas de seda lá iam voando. Pudera, Qual seda qual carapuça?! Agora gravatas só na loja do chinês...


E que tal o Vitrail (2012) no quarto de D. Luís. O trabalho é feito em lã.


Apresento-vos a Imarí. Tinha uma parceira, a Esther, mas eu encomendei uma igual a esta para o centro da minha mesa de jantar. Pode ser que com o susto, me resolva a fazer dieta...


Amélia (2012). Ai se a minha mãe sonha que lhe chamaram santola...


A Todo o Vapor (2012): Esta é a flor carnívora vermelha, feita com ferros de engomar. Havia uma verde (2013)...


Alorna (2013) repousa na Sala Rosa. Será justo comparar a senhora com uma rã?


E eu a pensar que tinha muita tralha em casa... Menos sendo porcelana de Saxe... Socorro!


Na Sala Verde só poderiam estar a Formentera (2011) e a Joaquina (2012)


 Aqui fica a Joaquina em "tamanho família", para melhor a apreciarem. São uma osgas simpáticas (serão osgas?)



O Apolo (2013) e o Milord (2009). Confesso que no meu imaginário não eram bem assim...


Maria Pia  (2013), no quarto de cama da rainha. Uma vespa pronta a "picar"... em ouro sobre azul.


Tropicália (2013) - um carrinho de apoio de cabeleireira, desfuncionalizado.


Miau! Este é o Casanova (2012). Exibe-se na Vitrina dos Príncipes


Una Direccion (2003) - trabalho exposto no Corredor Largo. Pilares unidos por cordas feitas de cabelos entrançados. A objetivação da mulher conseguida com as cores de cabelo mais usadas no ano em que foi feita a obra.


La Dauphine et le Dauphin (2012) na Sala de Jantar: Eles próprios (casal real) a virar alimento. 

War Games (2011) Quem quiser brincar, vai para o Vestíbulo entreter-se no carro do avô de Joana Vasconcelos.



Eos e Aurora "duas gajas boas" 



Carmen (2001) - Escadaria Nobre e Maria Callas cantava...


Stripes (2012) - Inspirado no jogo Tetris. Dialética entre as formas rígidas e as flexíveis.


Perruque (2012) - Sala do retrato da Rainha 


Brise (2001) Sala das Senhoras do Corpo Diplomático. O sofá está coberto de flores de papel e o perfume (a brisa)... um forte cheiro a naftalina.


Eurovisão (2005) - Sala do Corpo Diplomático. A televisão, vestida de renda dos Açores, transmite Festival da Canção do ano de 1982, em que "As Doce" participaram com a canção "Bem bom"


Marilyn (2011). Que se contrapõe aqui: o papel social da mulher e a versão Gata Borralheira, cujo lugar é na cozinha? Alguém mede a hipótese de ter uns sapatos iguais...


Coração Independente Vermelho (2005) desandando e a voz da Amália encantando.


E quando passava da Sala de D. João VI para a de D. João IV, aconteceu o impensável... Fiquei sem bateria na máquina, pois esquecera-me de a pôr a carregar...


Fiquei com vontade de "andar de burro e comer ameixas verde", como diz a minha filha mais velha quando se zanga com ela própria, mas não havia ameixas verdes ou maduras, nem burro; só uma "burra" esquecida e essa lá foi andando...

Assim, confesso a minha pena de não vos mostra A Noiva (2001- 2005) que não deixaram a artista expor em Versalhes, obra perante a qual, segundo rezam as más línguas, o Sr. Ministro Paquistanês ia desmaiando, ao aperceber-se que era feita com tampões OB, numa visita guiada pela própria artista, no Palácio Nacional da Ajuda. 

Faltam ainda Lilicoptère (2012), obra exposta na Sala dos Archeiros e Royal Valkyrie (2012) que, na Sala de Exposições Temporárias, fala da nossa Portugalidade.

Joana de Vasconcelos desfuncionaliza objetos e joga ironicamente com conceitos e preconceitos. A mostra é divertida.

A reportagem da visita ao Palácio do Marquês de Fronteira, onde só se podiam fotografar os jardins, fica para a minha próxima visita ao local...