Mostrar mensagens com a etiqueta HUMOR. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta HUMOR. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

COM AMIGOS DESTES...

Depois de almoço, estacionara o carro, como habitualmente, junto às piscinas e deslocava-me tranquilamente a pé, para o centro da cidade.

Ao pretender atravessar a passadeira na Avenida vinte e cinco de Abril, há um carro que para para me deixar passar. Nem reparo no condutor e agradeço a simpática atitude com um gesto de cabeça, como sempre faço e avanço. Já estava na outra faixa da estrada, o carro arranca e ao avançar o condutor grita:

- Estás velha!

Então olho para trás. Ao volante seguia o Rafael, um daqueles amigos que conheci bem pequenina, antes de descobrir que era gente.

- Velho estás tu. Olha para esse bigode todo branco. Por isso é que eu não deixo crescer o meu. - gritei-lhe já do passeio do outro lado da estrada.

Digam-me, com amigos destes, quem precisa de inimigos?

segunda-feira, 11 de março de 2013

DIA DA MULHER


Ela fora ver a peça de teatro em exibição na noite anterior e esquecera o telemóvel no silêncio. Na manhã seguinte, quando mudava os pertences para outra carteira, verificou que tinha duas chamadas não atendidas da mesma pessoa. Ligou. Ele, porque de um homem se tratava, recusou a chamada para ligar de seguida.

- Olá. Tentou falar-me esta manhã… – disse ela à laia de bons dias, desculpando-se o melhor que pode, por não ter atendido.

- Foi para lhe dar um beijinho. Hoje é o Dia da Mulher. – E de seguida informou-se do estado de saúde da mãe.

– Aguenta-se. – disse ela – um dia de cada vez.

- Hoje não é o seu dia.

- Como ?!

- Você é uma senhora, não é uma mulher. Eu não gosto de senhoras, gosto é de mulheres.

- Parece que está a dizer que não gosta de mim, mas eu não acredito. Se não gostasse não teria telefonado.

- Mas eu gosto de si, até gosto muito, mas você não é uma mulher, é uma senhora…

- Debaixo de uma senhora, há sempre uma mulher, não lhe parece?

- Mas você não deixa ver de baixo!

- A minha mãe não deixa. – riu-se.

O telefonema acabou com os despedimentos habituais e ela galgou as escadas em passo de corrida, já em cima da hora marcada na cabeleireira, concluindo como o humorista que a língua portuguesa é muito traiçoeira.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

ADIVINHA



Qual é coisa? Qual é ela?


- Não é botão de casaco de inverno;
- Não é ouriço apanhado na baixa-mar;
- Não é malha de jogar à cartola;

- Não é calhau caído das alturas;

- Não é roda de veículo;
- Não é OVNI;


O que é afinal?
Quem adivinhar tem direito a um igual.

terça-feira, 31 de julho de 2012

A MINHA IDADE


No Ensino Primário é lei, ou pelo menos era, que cada professor iniciasse o processo de ensino /aprendizagem de uma turma de primeiro ano de escolaridade e o seguisse, sempre que possível, durante os quatro anos que dura o primeiro ciclo.

Assim, de quatro em quatro anos, os professores efetivos, recebiam um novo grupo de crianças. Essa sucessão de gerações obrigava a uma atualização constante, das abordagens possíveis do processo de ensino/aprendizagem e a uma renovação do estado de espírito de quem o orientava, muito mais difícil de conseguir que a atualização em métodos e processos. Perante as novas exigências, ao professor não restava senão a hipótese de se adaptar às circunstâncias da turma, para que os alunos encontrassem, gradualmente, as respostas necessárias ao seu crescimento harmonioso em cidadania, humanidade e conhecimentos básicos.

A renovação de alunos engana a noção de tempo e os professores nem se apercebem que envelhecem. Só o corpo, advogado do diabo, esse “desmancha-prazeres”, quando reclama “dói-me aqui, dói-me ali” lhes soma os dias…

Sou professora. Uso o tempo verbal no presente, porque embora aposentada, a escola vive em mim, faz parte da minha pele, das minhas vísceras, se quiserem, como dizia a Amélia Pais, até debaixo de água, como eu usava acrescentar.

Casualmente, no ano letivo em que completei trinta e cinco anos de idade, calhou-me ministrar uma turma de primeiro ano e assim, quando perfiz trinta e sete esse mesmo grupo frequentava o terceiro ano de escolaridade. Por essa altura, eu, acérrima defensora do ensino da redação, como texto que obedece a um plano, ou não trabalhasse com o Professor Eduardo Fonseca… ensinava às crianças a estrutura do texto começando pela descrição de objetos: o primeiro era uma maçã lavada e pronta a ser comida. Recolhiam-se os dado que a observação sugeria; no caso da maçã, todos os órgãos dos sentidos nos comunicavam saberes; ordenavam-se; elaborava-se o plano do texto; redigia-se. Tudo mercê de um trabalho bem mais moroso que a ligeireza das palavras faz parecer. 

A progressão do grau de dificuldade obrigava a que os objetos se fossem diversificando, até, numa etapa intermédia, chegarmos ao retrato. Então, como as crianças, por vezes, são cruéis em relação uma às outras, eu pedia que fizessem o meu e não o dos companheiros.

Por essa altura do processo ensino/aprendizagem, da turma que refiro, uma aluna a Ana Cristina, dois olhos de gente atrevidos a encimar uma boca irreverente, num corpo de enguia, com cabelos de andorinha, escreveu no seu texto “a minha professora tem trinta e cinco anos. Eu sei que ela tem trinta e sete, mas não quer que se saiba” Achei delirante e decidi, no momento, que não mais teria outra idade.
De então para cá, todos os anos e já lá vão muitos, no dia doze de Março, eu faço trinta e cinco anos.

Este ano, a minha filha mais velha, para quem a ordem é uma obsessão e a quem cabe providenciar o bolo, lamentava “com a brincadeira dos trinta e cinco anos, quando um dia olharmos as fotografias, nem saberemos quantos anos tinhas na altura” “quando olhares as fotos, não te preocupes com a cronologia; festeja o facto de eu estar viva no momento que recordas”.

Aqui para nós, aquele lamento era mesmo conversa de quem está mais velho do que eu… mas, não me pesa a consciência, eu avisei uma filha e outra e até o genro, que com a mania de somarem anos aos que tinham, chegaria o dia em que seriam mais velhos que eu. E, como atrás ficou provado, já aconteceu!

Na noite de sábado, dia vinte e oito de Julho, encontrei num jantar de beneficência, uma das minhas professoras primárias: a Sra. D. Deolinda Barbeiro, pessoa de quem gosto muito e que faz o favor de me atribuir algumas qualidades que não sei se terei o privilégio de possuir.

Ela chegou tarde, acompanhada do marido e de uma amiga, todos os presentes já jantavam. Logo que pude, levantei-me e fui cumprimentá-la “a senhora continua linda (e não exagerava), como gosto de a ver!” “linda?! Sabes quantos anos já tenho?” “trinta e cinco, é da minha idade” – ela riu e acariciou-me a bochecha – eu estava acocorada junto da cadeira em que se sentava, com receio de que ouvisse mal e sem querer que olhasse para cima. “Só tu!” E as tuas filhas?” “Já estão mais velhas do que eu. A Íris fez, há poucos dias, quarenta anos e a Zara fará trinta e sete em Novembro”. E, a conversa continuou com a leveza que a intimidade permite à ternura, para cessar com a retoma obrigatória dos acontecimentos em volta. Voltei ao meu lugar, de onde a fui mimando com sorrisos que me retribuía.

Na verdade, eu não menti à Sra. D. Deolinda. Tenho momentos em que sou mais nova que as minhas filhas, muitos mais em que não ultrapasso a idade do meu neto e outros, raros felizmente, em que sou mais velha que os noventa e quatro anos de minha mãe.

O meu bilhete de identidade jura, a pés juntos, que nasci em mil novecentos e cinquenta, contudo, a Germana, que exibe um número igual no seu, diz-se mais velha dez anos…

Vá lá saber-se quem fala verdade!

sábado, 5 de maio de 2012

O PEDIDO


Eu brincava, no PC, literalmente. Entretinha-me com um qualquer jogo de cartas quando a campainha tocou. Facto inédito! A campainha da porta enferma de um mau contacto que a impede de funcionar nas devidas condições por isso, quem se quer fazer ouvir, normalmente bate à porta com os nós dos dedos. Pois a campainha tinha acabado de dar um ar da sua graça.

Levantei-me e fui espreitar. O meu amigo VL, que reside a duas escassas centenas de metros, aguardava.

Abri a porta e ele, com um largo sorriso começou por me avisar “tenho muita pressa, mas não quis deixar de passar por aqui. Não me esqueci do seu pedido”. A minha cabeça rodopiou - pedido? - e eu comecei a espremer os neurónios enquanto ia fazendo os cumprimentos, como ia a saúde, a família… - pedido? mas que pedido? - E eu tentava retroceder a uma velocidade supersónica para lembrar-me a que pedido o meu amigo se referiria - eu fizera um pedido? Eu, prima direita da supermulher, com a mania da autossuficiência, fizera um pedido que o meu amigo vinha satisfazer? – “Entre, sente-se um bocadinho. Não vai ficar à porta” “não me diga que já não se lembra do que me pediu?! Não vim antes porque não estava em condições de satisfazer o seu desejo” – Santa Bárbara! Socorro! O que terei pedido? Ah! Já me falha a memória! Que tristeza! - E enquanto tentava ser agradável com o meu amigo VL, com quem até faço alguma cerimónia, debatia-me ferozmente comigo própria.

O VL entrou, sentou-se e sempre com o mesmo riso divertido tirou do bolso o meu presente: um pequeno saco de plástico da farmácia com alguma coisa dentro. “Se é da farmácia só pode ser remédio e sendo remédio far-me-á bem à saúde” disse eu em desespero de causa, fula por não conseguir lembrar-me do hipotético pedido e tentando disfarçar o mais possível a falha que estava a cometer com o meu amigo, por não me lembrar do episódio que este referia.

Então o VL, homem dado a eloquências infindáveis, ensaiou um discurso pomposo cuja conclusão, para não estar com mais delongas se pode resumir na simples frase: cada um dá o que tem e a mais não é obrigado, princípio a que ele naquele momento dava cumprimento, pela grande amizade e consideração que me tinha e, finalmente, tira do saco da farmácia a panaceia de todos os meus males: um barquinho de plástico verde e amarelo, um speedboat, com uma argola atrás, presa a um fio que o faz mover velozmente, com o qual eu, no próximo banho de imersão, chegarei num instantinho às Sheychelles.


Já tenho iate próprio, só falta a tartaruga para me passear na praia…

sábado, 11 de fevereiro de 2012

PRECISARÁ DE BÚSSOLA?

(Imagem da NET - HUMOR SEM LIMITES)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

É O FADO

Um amigo, que já não via há imenso tempo, telefonou. Que ia ser operado ao olho direito, que queria ver-me enquanto me via bem, pois poderia ficar cego e ficar a ver-me só pela metade. Além disso, no Verão vira ginjas à venda, lembrara-se de mim, comprara, pusera-as em infusão em aguardente e pretendia dar-mas, para que eu fizesse licor.

Sugeri que viesse merendar comigo no Domingo, se queria olhar para um cromo em vez de esperar pela hipótese de ficar a ver mal e depois imaginar-me uma estampa e que trouxesse as ginjas na aguardente que eu tinha “Zabelinha Borrachona” e “Zabelinha Princesa”, dois dos afamados licores produzidos no Zabeleiria Laboratórios - SA, para a troca.

Apareceu com dois sacos de plástico. “Costumam dar-me lâmpadas para a empresa, como sei que compras, trouxe-te algumas”. Eram dois sacos porque umas tinham casquilho grosso e outras fino. Agradeci.

Pusemos a conversa em dia, comemos torradas e bebemos café com leite. Dei-lhe dos meus licores e uma taça de marmelada para levar.

Depois do meu amigo partir, quando ia arrumar as lâmpadas lembrei-me do candeeiro do escritório. No escritório, a que a minha filha mais nova sempre chamou pomposamente "quarto azul", talvez por a cor existir parcamente na decoração, há um candeeiro de tecto com cinco túlipas. Desde que inventaram a moda das lâmpadas economizadoras que o dito nunca mais dispôs de lâmpadas iguais, porque, por sovinice, recuso-me a comprar de uma vez todas as necessárias, que ainda por cima dão uma luz que detesto. Assim cada vez que compro uma lâmpada nunca recordo o desenho das que já tenho, resultando por isso, que o candeeiro tenha, desde há algum tempo, cinco lâmpadas diferentes, o que constitui motivo de riso para quem repara no pormenor. Eu justifico-me como posso “será que sabiam que existia tantas espécies de lâmpadas? Isto não é descuido, é informação, é cultura”, mas, justificavelmente, ninguém acredita nas minhas boas intenções.

No saco das lâmpadas de casquilho grosso escolhi cinco lâmpadas iguais, mas… não havia. O meu amigo dera-me conjuntos de quatro.

O candeeiro lá continua no tecto do quarto azul, desta vez com quatro lâmpadas de nove e uma de onze, são todas torcidas muito pomposas, só que a de onze tem mais uma volta. Não são todas iguais, mas são parecidas.

Má sorte ser candeeiro em minha casa! É fado ter lâmpadas diferentes!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

À SEMELHANÇA DE FREI TOMÁS

Numa quarta-feira, única manhã em que disponho de umas horas livres, em Lisboa, espreitei na loja do pequeno Centro Comercial onde costumo comprar algumas peças de roupa e encantei-me com umas calças de ganga. Azar! Já não havia o número.

Chegada a Leiria, no feriado de quinta-feira passada, convidei a minha amiga P, para ir comigo a uma localidade próxima, onde sei haver uma loja que vende aquela marca de calças e onde costumamos ir passear algumas vezes, quer queiramos ou não adquirir alguma coisa.

A minha amiga P. é a mais consumista de todas as minhas amigas e assume o facto com a maior naturalidade. “Gosto de coisas boas e bonitas” costuma dizer. “Quem não gosta?”- pergunto eu. Pois com imensa piada a minha amiga P. há uns tempos para cá, assumiu-se como o amplificador de som da Troika e não pára de fazer a todos os amigos discursos sobre as necessidades de contenção, coisa que ela, na prática, nem sabe o que é.

Na quinta-feira, passada inquirida sobre a compra que pretendia realizar, ouvi o discurso. Porque eu quase nem visto calças de ganga, porque com frio já nem sabe bem vestir as ditas e a estes, outros argumentos se juntaram, demonstrando que o investimento seria desnecessário. Eu fui rindo e explicando que ainda estávamos na meia estação, que o modelo era giríssimo e que as calças de ganga que possuía estavam velhas e gastas.

Antes de nos dirigirmos à loja pretendida ainda passámos por outra onde eu experimentei um casaco que ia muitíssimo bem com “o meu tom de pele” e foi a minha deixa para entrar naquele coro de lamentações “nem pensar, em tempos de crise” “mais caro que o ordenado mínimo!?” “Compro-o depois nos saldos” e saí porta fora, aplaudida pelos elogios da minha amiga: “Fazes muito bem. Com os tempos que correm sabe-se lá se o dinheiro não fará falta para outra coisa? E a cimeira deste fim-de-semana? Nem sabemos se não teremos de ir segunda-feira, logo de manhã, ao banco levantar quanto dinheiro temos”.

Subimos a escada rolante de um lado e descemos do outro, mais uns metros de corredor e estaríamos onde eu pretendia ir, mas antes… “Espera, esta loja está com reduções e tem coisas giríssimas. Vou entrar”. E a minha amiga entra e dirige-se, direitinha, ao expositor dos seus encantos, comigo atrás. Mexe, apalpa, experimenta…

Enfim, eu continuo sem calças, mas a minha amiga possui mais duas camisolas e um casaco…

“Mas as coisas são lindas, lindas, lindas.”- Comenta a P. quando, por eu ter contado aos amigos, todos brincamos com o facto.

“À semelhança de Frei Tomás, façam como ela diz…”

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ESPERANÇA

Que quem possa ter ouvido a postagem anterior, não desespere. Após uma noite tenebrosa, o Sol traz a esperança de um novo dia.

UM CASO DE POLÍCIA

Mas onde estará?

Dei pela falta e fiquei numa aflição. Sumira o meu tesouro.

Onde estaria? Sumira o beijo que trocámos, as palavras que inventámos para dizermos que o nosso amor jamais se cansará de amar e até o calor da tua mão na minha, em cada lado da noite, levara descaminho.

Contratei o Sherlock Holmes, Monsieur Poirot, Maigret, Tom e Two Pences, Miss Marple, Jessica Fletcher e nem eu cruzei os braços. Após investigação cuidada e persistente, eis o que descobrimos:


Uma qualquer que se diz eu, de avental à banda, pretende o que me pertence, sem decoro.

Aqui d’el-rei! Chamem a polícia!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

DIA INTERNACIONAL DO BLOG

“Mergulhei” em O MAR DO POETA (cambetabangkokmacau.blogspot.com) e fiquei a saber que era o DIA INTERNACIONAL DO BLOG, estabelecido informalmente, por a data 31/08 se assemelhar com a palavra Blog (na letra que uso, nem por isso, mas com um esforçozinho, até resulta…)

Possivelmente, devido a tal circunstância, logo pela manhã fui informada que um grupo que se auto denomina “O ATAQUE DO POLVO” pretendia chantagear-me, dando à estampa, neste mesmo espaço, determinado "documento".

Mulher temerária, prima direita do SUPERHOMEM, garanto, sem pretender gabar-me, que polvo que apanhe acaba comido em salada, “à lagareiro”ou enrolado em arroz.

Sem qualquer receio, o dito "documento" aqui fica.

Vêem do que são capazes as filhas?