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terça-feira, 22 de novembro de 2011

SEM TÍTULO

Nós temos cinco sentidos:
São dois pares e meio de asas.

- Como quereis o equilíbrio?

David Mourão-Ferreira

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

UM CASO DE POESIA


-Paulo, viu por aí o meu cavalo verde?

terça-feira, 25 de outubro de 2011

SOL E CHUVA

Você diz que ama a chuva,

mas você abre seu guarda-chuva quando chove.


Você diz que ama o sol,

mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha.


Você diz que ama o vento,

mas você fecha as janelas quando o vento sopra.


É por isso que eu tenho medo.

Você também diz que me ama


William Shakespeare (retirado da NET)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

HORIZONTE... SEM HORAS...

Horizonte ….
O mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidéreo
‘Splendia sobre as naus da iniciação.

Linha severa da longínqua costa ---
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em árvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,
Onde era só, de longe a abstracta linha.

O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esp'rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte ---
Os beijos merecidos da Verdade.

Fernando Pessoa





…Sem horas

O tempo ficou sem horas enquanto estive em teus braços;
Passou em câmara lenta,
Noutro tempo, espaço, dimensão.
Potencializado.
(ou não );
Será mesmo que existiu?
Indago mirando meus olhos, com tanto brilho,
Espelhado.
Sei lá!
Necessário precisar?
Nem sei exprimir.
Ah!
Mas também
Quem disse que se divide o tempo?
E se tempo nem existir...
Se existem horas
E horas
Que aquela fique de fora,
De imprecisa interpretação
Que se torne invisível
Que permaneça então na lembrança
Nesse diálogo interno atemporal, indivisível,
Eterno,
Inesquecível!

Marlene Edir Severino

quarta-feira, 6 de julho de 2011

LENDA

De etéreas latitudes, quiçá do Olimpo, um geógrafo, condoído com o que venho ouvindo e lendo a propósito de "Os Lobos", mimoseou-me com esta LENDA.

Muito obrigada Olímpio, por a ter escrito, por ter autorizado a sua divulgação e mais que tudo, por este "desembainhar de espada" que inconscientemente o trouxe em meu auxílio. São assim os Cavaleiros Andantes!


LENDA

Há muito, muitíssimo mais que mil anos, a loba, farejando caça, cheirou o homem... recém-nascido, abandonado, inerte. Abocanhou-o com cuidado, e para a toca o levou... e a seus filhos o juntou, lambeu e aconchegou.

Alta noite, luar de prata, o lobo chegou... e o novo filho também lambeu... e bem cheirou! ... Correu lesto à colina, e, no meio da noite, com muita força, uivou! ... ... ...

O homem sobreviveu... e sempre comeu o que o lobo lhe deu. A caçar não aprendeu! ... Mas um pecado cometeu - a seu pai, não agradeceu... a sua mãe, olvidou... a seu irmão enganou! Chamando-lhe cão, dele se aproveitou! À lealdade faltou!!... E muitas vezes maltratou!!! ... ...

Dizem que os medos, as lendas, os mitos, os licantropos, as fantasias... (até Rómulo e Remo)! não são mais do que aquilo que ficou de um uivo de alegria que começou, e que em uivo de tristeza se transformou!

O.A.A.P.

Julho 2011