segunda-feira, 6 de junho de 2011

DEZ COISAS DE QUE GOSTO (entre muitas outras)

Fui ao blog da Carol e vi que me havia sido lançado um repto. Postar aqui dez coisas de que gostasse.
Pois bem aqui estão, dez coisa de que gosto muito, das que gosto mais.


A gente que eu amo. Espero que não me ralhem por ter divulgado aqui as suas caras.


A vida, que as circunstâncias me proporcionaram...


S. Martinho do Porto, que mais que um lugar é um estado de espírito. É onde desato os nós da minha alma e onde os sonhos me parecem mais fáceis de concretizar.
As ondas, mesmo na maré alta, são uma carícia para os ouvidos.
A brisa afaga-me a face e retempera-me o espírito.


Fazer teatro, melhor dizendo "armar barraca". Eis-me aqui, em 16-6-2010, no papel de Januário, na peça "Médico à Força". No palco do Teatro Miguel Franco. Como devem calcular Molière (pobre senhor) estava aos pulos no Além...


Conviver com os amigos. O jantar é um ritual obrigatório (ou quase) das sextas feiras, cujo testemunho não me atrevo a publicar sem a devida autorização dos presentes.


Livros. Gosto de ler e os livros vão-se amontoando na mesa de cabeceira, por falta de tempo, mas o prazer de comprar um livro... a expectativa das palavras não lidas ... Conversas adiadas que não se cansam de esperar...


Cheiros agradáveis, de preferência o cheiro quente fecundo das dunas de S. Martinho depois de uma leve chuvada seguida de uma tarde de sol.
O cheiro de terra molhada...



Flores e texturas da Natureza. Que bela buganvília tem a vizinha! É uma ventura abrir a janela da cozinha em cada manhã de Primavera.



Sons, todos os sons harmoniosos. Desde o chilrear dos pássaros às diferentes entoações da voz humana. E o silêncio! O silêncio cheio de doce intimidade...



Descobrir coisas novas, andar a pé, viajar. E porque não? Ficar assim: a saloia a olhar para o balão!

domingo, 5 de junho de 2011

DEBRUCEI-ME...

Debrucei-me na “Varanda das Estrelícias” e o Álvaro Costa acenou-me:

Cuidado!

No olho do furacão
Nesse triângulo das Bermudas
Que se chama de paixão
Nessa vertigem de águas
Tem cuidado, coração!

Audaz, pois nem conheço o Álvaro, protegida pela distância informática e pelo silêncio da minha sala só quebrado pelo matraquear das teclas do PC, sinto-me incapaz de o deixar sem resposta.

Há paixão com cuidados? Há conformismos no amor?

Ele chegou qual Eróstrato. Traz o fogo no olhar, mas traz também mel nos lábios, suavidade nas mãos, ternura no abraço e em si a encantadora frescura do gesto, sempre diferente, sempre melhor, cada vez mais gostoso.

O encontro é rápido, como rápido é avançar na maré cheia. O mar acomete-os em ondas sucessivas e basta abrir os braços e erguer os pés para serem possuídos e gozarem a posse. Se não tiverem tempo de avançar, a onda rebenta-lhes em cima e leva-os à praia.

Ébrios de movimento erguem-se meio tontos e respiram fundo. Só então sentem no peito a vertigem do mergulho que já deram e apetece-lhes mais.

Tentam de novo, repetem o gesto.

Estão à beira-mar . Tentam respirar. Bem-vindos à vida!

Mais tarde, o Álvaro escreverá

Agora eu sou um pingo
Bem diferente dos demais
…………………………………

Poderei depois ser onda
………………………………
Desfeita em pingos, poalha
Espuma leve na praia
Que depois o vento espalha
E de mim nada na areia...!

Que o Álvaro Costa me perdoe a ousadia, a irreverência. Ele escreve coisas belas e sensuais. Merece ser lido. É fácil encontrá-lo em “Varanda das Estrelícias”.

sábado, 4 de junho de 2011

ROSAS


Serão as rosas, o meu contentamento?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

SAUDADES

O ensaio acabara tarde. Faltam muitos dias para o dia catorze, mas não podemos dispor do Teatro Miguel Franco quando nos apetece. Há que respeitar a calendarização! Então, como nos disponibilizaram a sala, para toda a tarde de hoje, tivemos que aproveitar; desde as marcações de cena ao ensaio geral, aconteceu tudo em tempo recorde. Eu estava cansada, estávamos todas cansadas, mas eu sentia-me feliz, porque representar diverte-me.

Saí e ainda fui ao Turismo cumprimentar as amigas que tinham acabado de inaugurar a mostra de alguns quadros. Um refresco, dois dedos de conversa; possivelmente até foram mais de dois, esqueci-me de contar e dispus-me a retomar o caminho de casa, não sem antes passar pela feira do livro, que ficava em caminho. Buscava, por conta de M., “A Ronda da Noite “ da Agustina. Azar! No último momento esquecera o nome e vim para casa de mãos a abanar, ou deveria vir…

Eram quase vinte horas, estava um fim de tarde fabuloso e eu deixei-me seduzir. Parei o carro perto do Estádio, disposta a passear-me pela margem do rio antegozando já o cantarolar da água junto ao açude.

Afinal a quietude era total. As comportas estavam fechadas e o caudal ia alto. Os patos mergulhando aqui e ali ofereciam aos meus ouvidos o único som cristalino que se justapunha a um ou outro motor de carro e eu ia seguindo inebriando-me de verde, de brilho da água e de luz, na calma deste fim de tarde.

Viu a L. e dei uma corrida, e lá fomos tecendo mais uns minutos de velha amizade. Ela ficou perto de casa e eu voltei. Olhos cheios, alma mimada, no silêncio da tarde.

Um dia hei-de morrer. Pensei cheia de pena. E os cambiantes de verde continuarão a repetir-se em cada ano, salpicados de arco-íris. Que saudades terei do rio Lis!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

Já não tenho olhos de "mata-borrão", já não há avidez no meu olhar, mas sobra da criança que fui o mesmo encantamento pela vida.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

MAIS UMA VOLTA PELO JARDIM

Aproveitando todo o tempo que tive, andei investigando pelo jardim e fui descobrindo recantos maravilhosos, como este de que vos deixo testemunho.
Sentei-me por uns momentos, deliciando-me na sombra e enchendo os olhos de verde.
Este Acer tem uma folha muito original. Será destas belas folhas que o Olímpio está sempre a falar?
Os cactos estavam lindos. Que fabulosa flor cor de fogo!
E as piteiras cheiinhas de figos, fazendo-me lembrar as que havia nos terrenos arenosos junto da casa de minha avó Joaquina Joana. Contudo, os figos ainda não estavam maduros.
Sobre esta planta se derramou o sangue do dragão, que um cavaleiro andante matou em minha defesa...
Havia nenúfares brancos e
nenúfares fúcsia.
Eu gosto muito de nenúfares; lembro-me sempre da história do nenúfar e da libelinha...

sábado, 28 de maio de 2011

FUI AO JARDIM...

Aconteceu terça-feira, dia 24 de Maio.
Mal cheguei os meus olhos saltaram das fabulosas tílias para esta maravilha. O que era? Perguntei-me.
E... foi fácil encontrar as resposta.Mas, não pude deixar de registar esta magnífica tília amarela. Também fotografei a prateada, mas deixo-vos aqui esta.Deliciei-me com o cheiro da alfazema, das rosas... Lírios já não havia. Havia muitas mais flores que fotografei.Entretanto andei às rãs. Em abono da verdade, tenho de confessar que não me ligaram qualquer importância e pude fotografá-las viradas para a esquerda, para a direita e até a tomar banho.Até o pombo se saciava indiferente à objectiva...
E os insectos "namoravam" em lençóis de seda cor-de-rosa

Tudo sob o olhar condescendente do "Rapaz de Bronze"... Não! Que tolice! Da menina sua convidada.
A casa era grandiosa.
Quem adivinha onde fui passear?