sexta-feira, 8 de julho de 2011
O CONCERTO
quarta-feira, 6 de julho de 2011
LENDA
Há muito, muitíssimo mais que mil anos, a loba, farejando caça, cheirou o homem... recém-nascido, abandonado, inerte. Abocanhou-o com cuidado, e para a toca o levou... e a seus filhos o juntou, lambeu e aconchegou.
Alta noite, luar de prata, o lobo chegou... e o novo filho também lambeu... e bem cheirou! ... Correu lesto à colina, e, no meio da noite, com muita força, uivou! ... ... ...
O homem sobreviveu... e sempre comeu o que o lobo lhe deu. A caçar não aprendeu! ... Mas um pecado cometeu - a seu pai, não agradeceu... a sua mãe, olvidou... a seu irmão enganou! Chamando-lhe cão, dele se aproveitou! À lealdade faltou!!... E muitas vezes maltratou!!! ... ...
Dizem que os medos, as lendas, os mitos, os licantropos, as fantasias... (até Rómulo e Remo)! não são mais do que aquilo que ficou de um uivo de alegria que começou, e que em uivo de tristeza se transformou!
O.A.A.P.
Julho 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
O MEU AMIGO DROGUINHAS
“O meu amigo droguinhas” são cerca de quarenta anos ágeis, secos de carnes, altura mediana e sorriso fácil, que contam os dias arrumando carros por trás do Centro Comercial 2000.
Segundo pude saber através de uma entrevista publicada num semanário cá do burgo, “o meu amigo droguinhas” dedica-se a arrumar carros porque não tem paciência para cumprir um horário fixo numa empresa, contudo a minha amiga L.U. que mora nas “Varandas do Lis” garante que todos os dias, de Segunda a Sábado, cerca das sete horas, entra ao serviço e eu garanto que muitos dias às dezanove ainda está no seu posto de trabalho. O que seria se gostasse de cumprir horários?! A vida tem destas incongruências!
Há muitos condutores que lhe entregam o carro e as respectivas chaves sem se preocuparem em arrumá-lo, porque ele cuida disso. Essas pessoas pagam-lhe ao mês por esse trabalho. Quanto? Desconheço.
Sabe quem costuma estacionar e o tempo médio que demora e as horas a que costumam chegar e sair do parque os utentes habituais. Quando os carros são muitos e não se vislumbra qualquer lugar costumo brincar com ele “quando é que abre o subterrâneo?”,“ainda não acabaram as obras da parte de baixo?”ou qualquer outra questão no género, que nunca deixa sem resposta. Também nunca me deixa sem lugar, nem que para isso tenha de tirar do lugar um desses carros de que possui as chaves, para deixar em segunda fila a aguardar vez. Confesso que é o único arrumador a quem gosto de dar uma moeda, porque acho que a merece. Depois de agradecer a moeda despede-se com um “passa bem” que me arranha os tímpanos, que gostariam mais de ouvir “passe bem”.
Na manhã de uma recente Sexta-feira, em que, como habitualmente me desloquei à cabeleireira, ao chegar ao parque “o meu amigo droguinhas” informou “hoje só tenho um lugar, mas é muito difícil arrumar ali, por causa do candeeiro. Tem de ir de marcha atrás. Se não é capaz, eu arrumo-lhe o carro.” “Ó criatura de Deus, tenho cara de me amedrontar com tão pouco?” “Ah, mulher valente, assim é que eu gosto das ouvir falar” e torce dali, torce dali lá consegui enfiar o carro no sítio indicado.
Na manhã seguinte, voltei ao parque e lá estava o meu amigo “ontem nem a vi sair” disse-me com ar gozado à laia de cumprimento. “Deixei-lhe o candeeiro inteiro” retorqui no mesmo tom, “pois, mas há lá umas mossazitas que é preciso mandar reparar”. Ri-me e não deixei de responder ”quem lhe dera que eu o tivesse partido em dois; ficaria com o parque mais iluminado!”
Seguiu-se a moeda e a despedida habitual: passa bem!
E lá fui à vida com os tímpanos arranhados e as orelhas a abanar remoendo com os meus botões o habitual “vou fazer por isso”.
domingo, 3 de julho de 2011
OS LOBOS
Os lobos solitários uivam para chamar os iguais. Escolhem os sítios altos para que o som se expanda, por isso, uivam à noite quando o tempo vai alto e o ar rarefeito. Mesmo assim o tempo tem muito tempo… e se os iguais não acodem, entretêm-se a observar.
É quase igual para as lobas. Digo quase, porque para elas, o tempo ainda tem mais tempo… recolhem mais cedo.
Quando a minha casa e a de minha prima M. distava cerca de cento e cinquenta metros, num quase perfeito ângulo recto e as minhas filhas e o filho dela, seis meses mais novo que a minha filha mais velha, eram pequenos, juntávamo-nos ao fim-de-semana, em sua casa. Nas noites de sexta-feira (nas outras a garotada estava na cama obrigatoriamente às vinte e uma horas), muitas vezes, cerca da meia-noite, fazíamos um piquenique na marquise. Começávamos por escolher a receita do bolo, que as crianças ajudavam a confeccionar, nada de varinhas mágicas, para que todos tivessem trabalho e depois deste cozido, enquanto arrefecia, fazíamos o chá.
Um dia a I. descobriu “mamã, fazemos o piquenique a esta hora porque as formigas estão a dormir, não é?” “Claro!” – Respondi – “Assim deixamos-lhes umas migalhas que comerão sem nos incomodarem.”
E o piquenique das sextas-feiras, com um pé na madrugada de Sábado, virou um hábito nas nossas vidas, até que a prima M. mudou de casa. Depois mudámos nós.
Após a loucura daqueles piqueniques em que o Sol era a nossa boa disposição e a alegria das crianças, eu tinha de voltar para casa com as filhotas. M. perguntava “não tens medo?” e eu ria ”medo de quê?”. À esquina, bem no vértice do ângulo formado pelos segmentos de recta que separavam as nossas casas, estavam os “cavaleiros da noite”, entre os quais o meu primo, marido de M., falando de lutas com moinhos de vento. Os lobos uivavam juntos! Conhecia todos, tínhamos crescido na mesma alcateia. Se precisasse de ajuda, aquela legião de cavaleiros andantes desembainharia a espada e correria em meu auxílio. A loba recolhia à toca com as crias. Os lobos continuavam uivando ao luar.
Cresceram as crianças. A vida divergiu. E a loba continua só, mais só ainda, com as filhas longe.
Só? Quando? Pergunta cada uma per si. “Em casa não te apanho, se ligo para o fixo” – reclama uma – “quando ligo, estás num jantar, numa reunião, ou vais a caminho de alguma coisa” – reclama a outra.
Mas há tempo, sempre muito tempo, esse que me entretém, do qual as filhas reclamam e o outro, aquele que eu entretenho, por isso até chegar às redes sociais, foi um pulo bem pequeno. Comecei com o Hi5, por conta dos meus amiguinhos do curso de Solicitadoria, depois outra e mais outra, embora não ache muito interessante andar a espalhar aos quatro ventos, coisas da minha vida.
No Hi5, “ralho” com as amiguinhas, quando as suas publicações me parecem exceder o razoável. Ainda há dias aconteceu. Uma das melhores alunas do meu curso, de longe a mais trabalhadora e a que melhores relações de entreajuda estabeleceu com todos os colegas, também a mais jovens de todas, apareceu numa publicação que poderia prejudicar o seu futuro profissional e eu contestei. Ela zangou-se. Mandou-me de seguida quatro comentários, cada um mais azedo que o outro, aos quais não respondi. Ela precisava de verter a raiva pelas dificuldades com que se depara na luta pela vida, mas… apagou a foto. Não se lembrarão estas jovens que o possível empregador pesquisará na NET o que há sobre as suas vidas? Por sua vez a minha filha mais nova ralha comigo “tens alguma coisa a ver com a vida das miúdas?” E eu reconheço que são as minhas vísceras de professora e mãe (nem sei qual a verdadeira ordem delas…) que desnecessariamente estão sempre a funcionar.
Presentemente descobri na NET um fenómeno que me fascina. Tendo em conta a definição não sei se poderei falar em fenómeno social, mas o caso não deixa de ser interessante para uma leiga como eu.
No meu deambular pelas redes sociais, foi-me dado observar o seguinte:
· . . Muitos homens publicam fotos da juventude em vez de fotos que correspondam à idade real, o que me parece não acontecer com as mulheres;
· . . Muitos homens criam páginas diferentes com fotos de fases da vida diferentes e com nomes diferentes, o que nunca me apercebi que as mulheres fizessem;
· . .Muitos homens (não fora o meu desejo de rigor e diria quase todos) publicam fotos desactualizadas nas páginas das redes sociais.
E creiam que fiz outras observações que reservo por não caberem no âmbito do texto que me proponho.
Perante tais evidências pergunto:
Serão os homens mais vaidosos que as mulheres?
É o instinto da caça que os leva a lançar as armadilhas das diferentes páginas com diferentes nomes e diferentes fotos?
Será que os lobos se estão a transformar em hienas?
Ter-se-á alguém lembrado que o assunto talvez desse óptima tese de mestrado?
Estava eu a escrever este texto, com o Outlook Express aberto, como é meu hábito, quando recebo uma mensagem do Badoo cujo texto tomo a liberdade de vos transcrever por me parecer interessante.
Carlos jorge — 10:56
...Pensei.....e se ontem fui o Guilherme e hoje sou Carlos...pouco ou nada mudou...e...assim...decidi.....vou deletar o meu perfil...criei amizades virtuais...e...até amigas reais!! ...MAS...Agradeço a vossa simpatia... Um caloroso beijinho..."MENSAGEM ENVIADA A TODAS AS AMIGAS"
O que leva um homem a apresentar-se com personalidades diferentes numa rede social?
Isabel — 10:58
e por vezes até com fotos de idades diferentes?
Carlos jorge — 10:59
deixa lá...xau
Isabel — 11:00
gostava que respondesses para satisfação da minha curiosidade
Isabel — 11:00
está assim com tanta pressa?
Eu queria mesmo a resposta que o dito Carlos Jorge não estava interessado em fornecer-me e, fui rapidamente à sua à página “gostaria de andar de balão com uma garota” aproveitei a ideia.
Isabel — 11:01
A tua ideia de andar de balão é originalíssima
Carlos jorge — 11:04
pois...costumo ir para o Alentejo...voar de balão..quanto às mudanças de nome...apenas foi uma forma de me defender de uma amiga...impossível..
Carlos jorge — 11:04
Queres ir andar de balão?
Isabel — 11:04
Nunca andei, mas a ideia é sedutora.
Carlos jorge — 11:10
deixa aqui um contacto alternativo...que eu faço convite formal....
Isabel — 11:10
Isso é o que eu chamo velocidade supersónica. Ainda nem respondeste às minhas perguntas.
Isabel — 11:12
Usas gasolina de avião? Isso não são octonas a mais? (lol)
Estava mesmo a usar gasolina de avião, já tinha levantado voo com outra que dera corda ao motor. Eu fiquei em terra para vos contar a história.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
FOTOGRAFIA
Quando em S. Martinho, passeio pela beira-mar até Salir, quase a chegar ao rio, há imensas conchas espalhadas pelo areal e entre elas, umas pequeninas cor-de-rosa, que esta foto faz lembrar.E eu sorrio ao olhar para esta concha pequenina porque tenho a sensação que basta baixar-me e, num gesto tantas vezes repetido, estender a mão e meter S. Martinho no bolso para trazer para casa.

Mas, será que não trouxe já?terça-feira, 28 de junho de 2011
OS MEUS RELÓGIOS
De manhã bem cedo levantei-me e em vez de ir direita ao quarto dos meus pais, como era hábito, resolvi aproveitar os mimos do tio. Ele usava um relógio de bolso que me fascinava. “Sabes ver as horas?” Teria seis anos. Não, não sabia e o tio Manuel pacientemente, num bocadinho, ensinou-me. Lembro-me tão bem… “cada bocadinho destes que o ponteiro grande anda são cinco minutos…”, dizia ele apontando para o relógio que eu segurava na mão. E a minha mãe a chamar: ” Não aborreças o teu tio. Ainda é muito cedo, volta para a cama.”
Era fácil contar de cinco em cinco e aprendi num instantinho, além do mais o relógio era lindo, com aquela corrente comprida que se prendia na casa do colete para não se perder o relógio, que vivia aconchegado num bolso pequenino.
Mas, dona e senhora de um relógio, só fui quando concluí a escola primária. A minha avó Isabel, era sempre a minha avó Isabel que se encarregava de me estragar com mimos, como prémio de tanto brilhantismo evidenciado no exame oral, decidira entregar ao meu pai determinada quantia para que ele adquirisse o relógio que ela pretendia oferecer-me. O meu pai, com a visão economicista que sempre o caracterizou, em vez de comprar o relógio de que fora encarregado, comprou um barato e devolveu o troco. Um Cauny, nada bonito que serviria muito bem “para estragar”.
Não sei se à época haveria muito por onde escolher, mas sei que me sentia orgulhosa com a prenda e feliz por ser dona do tempo, mas também achava o relógio feio, porque o sonhara de mostrador quadrangular e bracelete branca e não circular como aquele, que ainda por cima tinha a bracelete preta.
Durou anos a fio, o meu Cauny e ainda repousa no fundo de uma gaveta, que eu não sou de descuidar os meus presentes.
Hoje, tenho relógios de vários feitios, inclusive de bolso, como o do meu tio Manuel. Nada de grande valor, porque o tempo é tão traiçoeiro que não merece mordomias.
Há anos, para entreter o tempo, bordei alguns. Mandei colocar as máquinas e pendurei-os na parede. Calei o de capela que veio de casa de minha avó Isabel, silenciei o de cucu que só canta horas a pedido do André e são estes que marcam o tempo que me apetece.



sábado, 25 de junho de 2011
CUCA
Em Dezembro, o meu amigo Cuca telefonou. “Fui ao seu blogue e estou farto de rir. Posso saber o que vai cortar? Àquelas “lindas horas” eu entendia lá a ironia! “Abra o blogue”, “Não vê nada?” Eu ainda nem o tinha fechado e via lá alguma coisa só com uma nesga de olho aberta! “Escreveu ablações em vez de abluções e mais abaixo escreveu Sol onde deveria ter escrito sol. Será que agora escreve com os pés?”
“Mas que simpático que o meu amigo está hoje! Não falamos, há imenso tempo, não nos vemos há muitíssimo mais e liga para me dizer essas coisas “simpáticas”? Boas Festas também para si!”
A surpresa tolhera-me. Não fora isso, eu teria cantarolado à marrazense “você é muito róim!" Seria a resposta ideal à observação de quem, especializado em metáforas e afins, estava do outro lado do fio a rir descaradamente do meu texto acabado de publicar. Mas, nada feito! O sono diminuíra-me a capacidade de reacção!
Conheci o meu amigo Cuca por volta de mil novecentos e oitenta e um, quando ambos trabalhávamos na EMPL. Apresentou-nos Eça de Queiroz, numa qualquer manhã, em que eu atentamente ouvia uma prelecção de que não me recordo o tema. Lembro-me da sala onde aconteceu, do lugar onde estava sentada e da voz clara, calma e grave, com que o meu amigo Cuca começou a declamar, de cor, um longuíssimo período do belíssimo conto de Eça “O Suave Milagre”.
“O quê?” pensei, “será que o cavalheiro está apostado em derreter a manteiga das torradas que não comi?”
Sou uma mulher de emoções, comovo-me facilmente, mas detesto que os outros dêem por isso e não pretendia que fosse acontecer naquele momento. “Como pode gostar desses períodos longos? Prefiro frases curtas e concisas” interrompi eu, sem cerimónias, comparando o incomparável ao citar um livro que acabara de ler, de que já nem recordo autor e título.
O meu amigo Cuca calou-se e olhou-me. A pausa terá servido para contar até dez, pelo menos uma dúzia de vezes, enquanto engolia a resposta que eu merecia ouvir naquele exacto momento e, de seguida, tentou delicadamente demonstrar que eu estava errada. “O Suave Milagre” ficou para outra ocasião. O meu objectivo fora atingido.
Iniciámos aqui um jogo do rato e do gato, de cariz profissional feito de salutares provocações em que a única regra válida, embora nunca formalmente estabelecida era a alternância de papéis. Não se pretendia “apanhar” o outro, mas desafiá-lo nas suas capacidades de trabalho, no seu poder inventivo, para as resoluções de situações de aprendizagem.
Confesso que quem lucrou fui eu. Aprendi imenso. O meu amigo, com uma formação académica muito superior à minha e uma generosidade desmedida prestou-se à brincadeira de cariz pedagógico e deixou-me pensar que o desafiava quando na verdade ele “tinha as cartas, baralhava e distribuía o jogo”. Ambos tínhamos consciência disso e se eu estava disposta a aprender, ele estava disposto a ensinar. De qualquer modo, que não fique a ideia de que o processo foi pacífico. Tanto um como outro são dos que "vendem" cara a pele.
Encontrámo-nos depois na ESEL, onde me confiou as aulas práticas de uma das suas disciplinas de quinto semestre. Aceitar este trabalho obrigou-me a juntar à bagagem de férias, quatro calhamaços, em cuja leitura tive o “mau gosto” de gastar o mês de Agosto. Fui ainda a sua aluna mais atenta nas aulas de “Comunicação não verbal” a que voluntariamente assisti por achar o tema fascinante.
Um dia entrou no meu gabinete e sentenciou “o livro que requisitou na biblioteca, está ultrapassado, não vale a pena perder tempo a lê-lo” “Também o D. Afonso Henriques”, respondi enquanto remoía a raiva por o meu amigo ter metido o nariz nas minhas requisições “não querem lá ver o cuca, a meter o nariz no que leio, não faltava mais nada” comentei com os meus botões, mas afinal faltava. Faltava ter percebido que aquele homem sabia de cor todos os livros que existiam na biblioteca da escola e por ter ido casualmente à prateleira onde aquele deveria estar, notara-lhe a falta e com boa intenção tentava avisar quem o requisitara, sobre as matérias em que o mesmo estava ultrapassado.
Como a minha vida se simplificou! Sempre que precisava de bibliografia sobre qualquer assunto, batia-lhe à porta (o seu gabinete ficava em frente ao meu) ”há na biblioteca alguma coisa sobre tal assunto?” e o meu amigo Cuca respondia “estante tal, talvez na prateleira tal, mais ou menos o número…” Simplesmente impressionante!
Assim ganhou o carinhoso epíteto de Cuca (quando souber trucida-me), não por meter o nariz onde não é chamado, mas por ter passado a ser a minha enciclopédia ambulante.
Que é feito de si amigo Cuca? Calce as botas da tropa e telefone. Já tenho saudades dos seus “mimos”