domingo, 20 de junho de 2010

ESPERO


Acordei esta manhã de Domingo, linda, cheia de sol e promessas de vida, depois de um passeio pelas águas do Alqueva que, marcado antecipadamente, me impediu de assistir às efemérides da República acontecidas ontem, na cidade de Leiria, com a lembrança da próxima sessão da Assembleia de Freguesia de Marrazes.

Ainda não sei quando acontecerá mas, amanhã por certo, o Acácio, permitam-me que, por amizade trate assim o Dr. Acácio da Bárbara, digno e brilhante Presidente da Assembleia de Freguesia de Marrazes, aparecerá na sede da Junta com a Ordem de Trabalhos em riste e marcará com Presidente a data do evento.

E eu que sou uma mulher de esperança, uma mulher de alma verde, "Verde de Verdade, porque a VER(da)DE é verde" que corre à frente da tal "figura nebulosa e esquiva" feita com um "retalho impalpável, outro improvável e outro invisível, cosidos todos a ponto precário com a agulha da imaginação" a que Machado de Assis chamou a "quimera da felicidade", ESPERO!

ESPERO que desta vez se cumpra a Assembleia! E, cumprir-se a Assembleia de Freguesia é termos um debate honesto e construtivo, feito de diferenças e decisões em prol da Freguesia de Marrazes sem que, para se fazer oposição, se agrida alguém do executivo, com recurso à doença congénita de que sofre e se chegue ao ponto de, sem habilitação para tal, se prescreverem medicamentos.

Quem tal ouve, mesmo como eu, na mais profunda ignorância do princípio activo recomendado, questiona os seus botões "Hum, será mesmo aquele que estará a precisar do medicamento?!"

E cá fico à espera, ajudada por este sol a adivinhar Verão e com a cor linda da buganvília da vizinha entrando-me sem cerimónias pela janela, a coser com a imaginação a delicadeza das atitudes da próxima sessão da Assembleia.

Isabel Soares, uma rústica Marrazense de Clara





2 comentários:

  1. Num Domingo de manhã, com Sol e tudo lindo, a penar na reunião da Assembleia de Freguesia? Até me faz lembrar aquela outra tonta que preparava os Conselhos Pedagógicos em casa, ao Domingo...
    Valeu a pena? O poeta Pessoa diz sim...

    ResponderEliminar
  2. Se a tal tonta, que eu sei quem é (mas, não te vou acusar aqui publicamente) é tonta porque é que eu não poderei ser?
    É claro que VALE SEMPRE A PENA!
    Se a vida como bem imediato já me concedeu o dia de hoje, a melhor forma de lhe retribuir é tentar melhorar o de amanhã.
    Agradeço os teus comentários. Aliás, estou sempre à esperta deles

    ResponderEliminar