quarta-feira, 31 de agosto de 2011

DIA INTERNACIONAL DO BLOG

“Mergulhei” em O MAR DO POETA (cambetabangkokmacau.blogspot.com) e fiquei a saber que era o DIA INTERNACIONAL DO BLOG, estabelecido informalmente, por a data 31/08 se assemelhar com a palavra Blog (na letra que uso, nem por isso, mas com um esforçozinho, até resulta…)

Possivelmente, devido a tal circunstância, logo pela manhã fui informada que um grupo que se auto denomina “O ATAQUE DO POLVO” pretendia chantagear-me, dando à estampa, neste mesmo espaço, determinado "documento".

Mulher temerária, prima direita do SUPERHOMEM, garanto, sem pretender gabar-me, que polvo que apanhe acaba comido em salada, “à lagareiro”ou enrolado em arroz.

Sem qualquer receio, o dito "documento" aqui fica.

Vêem do que são capazes as filhas?


terça-feira, 23 de agosto de 2011

OH, M!!!!!!!!!!!

Foi num dia treze! Só não era Sexta-feira! Foi na Quarta-feira, dia treze de Julho, com uma simples frase: Assim me voo… As nuvens, um M no céu… deixando ainda uma composição musical que dizia merecermos.

Quarenta e um dos trezentos e oitenta e nove seguidores, entre os quais me inclui, pensaram que partira de férias e expressaram os seus melhores votos.

Estranhando-lhe a ausência, as férias tão longas, mas sobretudo sentindo-lhe a falta, voltei, uma, outra vez, até que com mais tempo, hoje… só esta manhã… ouvi a composição musical que desconhecia.

Volta M., como puderes e quiseres "cãopanheiro", mas volta.

Sentimos a tua falta.

Um abraço

sábado, 20 de agosto de 2011

O DOCE E A BOLACHINHA

Primeiro vieram as filhas. Duas bonecas ruivas, que fizeram de mim uma mãe ditosa.

Acontece o mesmo a todas as mães: sentem-se únicas. Acham que só elas têm filhos, as mais bonitas crianças do “mundo e arredores”. Do mundo dos afectos de cada uma de nós e sobretudo dos arredores de todos os mundos passados, presentes e futuros, versos únicos de um mesmo poema: tempo, a que vulgarmente chamamos vida. A nossa vida!

Nada mais é igual. A multiplicidade do Eu, que os filósofos apregoam, ganha uma dimensão inusitada. Começa a tecer-se uma teia de afectos, como intrincado ponto de tricote: aqui ponto de meia, ali ponto de liga, aumenta uma, passa outra, dá uma laça, torce duas e por aí fora fazendo crescer em humanidade e cidadania, corrigindo equívocos, voltando atrás para poder continuar seguramente em frente.

Ah! Mas depois, sim, depois de termos transformado a fragilidade que aconchegávamos nos braços embrulhadinha em mantas coloridas, num cidadão ou cidadã de plenos direitos, temos a melhor das recompensas: os netos.

Há cinco anos nasceu o André. Um sorriso lindo e quente que me enche a alma de ternura e pronuncia a palavra avó abrindo o “a”, num jeito especial que soa como música aos meus ouvidos.

“Quem é o doce da avó Belita?” “o Andé” foi a resposta que antecedeu o uso dos pronomes. “Mamã, ao pé desse rapaz, pareces tolinha” reclamou um dia a filha a quem não estava a ser dada a atenção devida. “Não pareço, sou. Apresenta a reclamação à tua mãe. Aqui só está a avó do André. O balcão das reclamações abre no horário da sesta do petiz.”

Um dia o André reclamou: “Não quero mais beijinhos, nem abracinhos. Ó tia!” E veio a tia qual D. Quixote afrontando os moinhos de vento: “Cansas a criança. Deixa-o.” E logo o André “Avó, brincas comigo às lutas?”. O afecto também passa por encarnarmos o papel do monstro mau com três vidas que é vencido pelo forte que tem cinco. A nossa cultura no âmbito da Banda Desenhada, cromos e afins é que às vezes nos deixaria ficar mal vistos, não fora a benevolência daqueles com quem brincamos…

Ao fim de cinco anos de “Doce”, veio finalmente a “Bolachinha”.

Contrariando a tradição familiar que faz com que os recém-nascidos se apresentem ao mundo com uma farta cabeleira (que nunca chega a cair, como acontece com a maioria dos bebés) e obriga a que entre os sete e os nove meses de idade se tenha de recorrer ao serviço de alguma especialista da tesoura para que corte decentemente tanto cabelo, “a Bolachinha da avó Belita”, cidadã do mundo, a que foi dado o nome de Rita, nasceu careca. O pai garante que vai ser loira, mas, aqui para nós, a tal avó Belita, mal a viu desfez-se perante os encantos de mais uma ruiva.

“E os dedos?” - perguntam todos – “A quem sairá ela com uns dedos tão compridos?” e a avó Belita quando levanta os olhos do PC, pousa-os na imagem do bisavô Joaquim “Quelimanas”, o tal “marinheiro dos sete mares andarilho” cujo retrato, enlaçando ao colo a neta Isabel, lhe sorri da parede do escritório e retribuindo ternamente o sorriso, mentalmente pergunta: “A quem será?”


“E cravam-se no Tempo como farpas

As mãos que vês nas coisa transformadas.

Folhas que vão no vento: verdes harpas.”

O Canto e as Armas, Manuel Alegre, 1967

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

FIM DE TARDE

Sábado, 30 de Julho de 2011
Palavras para quê? É S. Martinho do Porto!



PRAIA DO TUNEL

Do Cruzeiro desci pela estrada até ao cais. S. Martinho é bonito de qualquer ângulo.
Aventurei-me pelo túnel...
E fui entrando mais um pouco...
A maré estava cheia. Não dava para ir além da saída do túnel a não ser que se trepasse para as rochas.
Ainda me lembro de existir nesta praia um pequeno areal, para onde o meu irmão e o seu grupo de amigos vinha fazer praia, quando eu era pequena. O mar levou a praia, nem mesmo na baixa-mar se vê um grão de areia. Só se vêem rochas, muitas rochas.
No Inverno é frequente o mar atravessar o túnel e ir namorar a baía do outro lado da estrada.
A pescaria terá sido boa?

domingo, 7 de agosto de 2011

SUBIDA AO CRUZEIRO

No morro, um pouco acima daquele em que se situa a Igreja de Santo António, fica o Cruzeiro. Fui até lá.
Pasmei com o conteúdo da placa. O que as pessoas fazem para escrever o nome... Pois bem Sr. Presidente, ele aqui fica, para mais uns tantos o lerem mesmo que o sr. só tenha mandado melhorar o acesso ao Cruzeiro e deva ter sido essa a "sua" inauguração.
Faço o registo em louvor ao seu sentido de humor. Consegue chamar "Largo do Cruzeiro" ao passeio que atravessa o morro. E houve aposição de 1.ª pedra! Foi com pompa e circunstância? A filarmónica tocou? O Sr. Presidente da Câmara de Alcobaça é o máximo!

A verdade vem sempre ao de cima, tal como o azeite... Dizem... (O ridículo também! Digo eu.)





sábado, 6 de agosto de 2011

PASSEIO À CAPELA DE SANTO ANTÓNIO



Não poderia abandonar S. Martinho do Porto sem passear por todos os recantos dignos de registo. Assim, uma tarde, após o almoço, vagarosamente subi a ladeira ingreme que nos leva até à Igreja de Sto António, o padroeiro da Vila.
Nesta foto vê-se o que resta de umas escadas que desciam até uma agradável praia que existia ao fundo. O mar começou por levar a praia e mais tarde ruiram as escadas. Era a praia de Sto António. Já não existe, mas eu ainda me lembro de lá tomar banho. Aqui fica a foto, em sua memória.
Pormenor da Igreja, quando nos aproximamos pela estrada.
Frente virada à barra.
Pormenor dos azulejos que se vêem na parede da frente.
A lenda do Lago que se pode ler na parede do lado esquerdo.
O "Lago" - o mar onde se pode ver uma traineira que vai passar a barra e entrar na baía de S. Martinho do Porto
Pormenor do interior de igreja.

Aqui, há muitos anos, houve uma caixa de esmolas, só se notando a ranhura, da parte de fora da parede. Então, todos os jovens, de olhos fechados tentavam, percorrendo uma a distância do átrio, acertar com o indicador esticado na ranhura. As tentativas falhadas eram os anos que faltavam até se casarem. As coisa que o Sto adivinhava...
E o Facho ali tão perto... (parece...)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SALIR DO PORTO

Numa manhã de nevoeiro

terça-feira, 2 de agosto de 2011

FERNÃO CAPELO GAIVOTA

Afinal, deixou-se fotografar. Não com a minha máquina, mas com a de minha filha.
Ao longe vê-se o Facho, que chegou a ser dos pontos mais altos da costa portuguesa. Havia mesmo ali um café de onde se divisava uma paisagem extraordinária. O morro abateu devido a causas naturais e ruiu a construção.