terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

MADRIGAL


Tu já tinhas um nome, e eu não sei

se eras fonte ou brisa ou mar ou flor.

Nos meus versos chamar-te-ei amor.



Cantas. E fica a vida suspensa.

É como se um rio cantasse:

em redor ´tudo teu;

mas quando cessa o teu canto

o silêncio é todo meu.


Eugénio de Andrade


Carpe diem!

6 comentários:

  1. O eterno Eugénio de Andrade.
    Carpe diem, pois, quantos altos e baixos nas nossas vidas!

    É de todos os dias a celebração do amor, não precisaríamos de esperar pelo 14 de Fevereiro.

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  2. "Carpe Diem"

    É o que tento fazer diariamente; embora, às vezes seja impossível pois as dificuldades do dia a dia são muitas e difíceis de superar, mas procuro fazê-lo, na medida do possível!...
    Lindo o poema de Eugénio de Andrade!

    abraço
    mhelena

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  3. Será acaso amor rimar com flor, com sabor, com esplendor...
    E também com dor?

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  4. "Não há acaso - todas as coincidências são significativas."

    (Confúcio)

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