terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A SOPA DA RITA

A Rita completou quatro meses no passado dia dois, do corrente mês.

Depois da prevista visita à pediatra, começou, na quinta-feira da semana passada, a comer as primeiras refeições sólidas: umas coloridas sopas de puré de batata em que umas vezes se mistura cenoura e outras abóbora, seguidas de papa de fruta.

Hoje, aconteceu almoçarmos as duas. Aproveitei para explicar à Rita que devemos socializar com as pessoas que nos acompanham à refeição, conversando com os que estão à direita e à esquerda e, a título de exemplo, contei-lhe a história daquele senhor que, de relações cortadas com o companheiro que lhe calhara num dos lados da mesa, optara por lhe ir recitando a tabuada para que a dona de casa não se sentisse embaraçada ao aperceber-se da “gaffe” que cometera sentando-os ao lado um do outro.

A Rita, numa extraordinária manifestação de inteligência, qualidade que só pode ter herdado da avó Belita (modéstia à parte), fazendo jus ao meu discurso, começou a falar de brinquedos. Eu, embora preferisse falar da crise económica, numa tentativa de, perdendo o apetite, fazer dieta, condescendi. Estamos no Natal…

Então a Rita contou-me que pedira uma mota ao Pai Natal, mas que gostaria de uma daquelas de escape livre. E vá de fazer repetidas demonstrações, com a boca cheia.

No fim do almoço, propus um mergulho no Rio Tejo. Tomávamos banho e lavávamos a roupa, que os tempos vão difíceis e os vinte e três por cento de IVA não estão para leviandades, mas ela recusou. “A sopa de abóbora é muito indigesta”- contrapôs e tombou no melhor dos sonos.

19 comentários:

  1. Só espero que a Rita - coitadita - não saia tão doida como a avó!....

    Boas sopinhas, Rita!

    "A Rita é catita
    Só irrita a almoçar
    Ó Rita, a batata frita
    Não chega para alimentar!"...

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  2. Ó "carol" essas coisas não são para publicar na NET!!!! Quem lê pode pensar que é verdade!!!! Olha que lindo juízo fazes de mim!!!!!

    Espero que os meus netos sejam bem mais arrojados que esta avó.

    Há-de chegar a fase da batata frita e do frango, mas ainda falta muito.

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  3. Olá, Olímpio.
    Por isso é que eu não quero crescer.

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  4. Isabel tanta imaginação e criatividade!...

    Sabia do seu jeito para o Teatro mas não para contadora de estórias; estou admirada pela sua polivalência....

    Abraço
    MHelena

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  5. Olá, Maria Helena.

    Teatro?! Eu tenho jeito é para "armar barraca"!
    Quanto à criatividade... imagine-me fechada em casa com a Rita, três dias por semana... temos de fazer alguma coisa para entreter o tempo.

    Abraço.

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  6. Olá, Olímpio.

    Será que também toca piano?

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  7. Então conte, Olímpio, conte que eu gosto de saber...

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  8. É difícil contar; é impossível escrever!

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  9. Ora!!! Isso é só para aguçar a curiosidade...

    O impossível é difícil na concepção, o difícil é fácil logo que se passa à execução.

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  10. "Thou shall not write what thou shall not do."

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  11. Ó Olímpio, francamente! E eu a pensar que se portava sempre bem...

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  12. Só o exercício do Poder é tão inebriante como o exercício da Infracção!

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  13. Após pensar um pouco no que "disse", reformulo... dulcificando,priorizando e tornando mais abrangente:
    Só o exercício da Desobediência é tão inebriante quanto o exercício do Poder.

    O.A.A.P.

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  14. Não quererá dizer antes a quebra da regra...

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  15. Eis a prova de que continua um adolescente. Que bom!
    Eu sou uma velha (lol)
    Deus fez-me orientada para a tarefa. Quis o FADO (????) que nascesse normativa. Se as coisas são para fazer, faço! Havendo regras que dizem como, cumpro! Poupo os esforços e rentabilizo os recursos. Não tenho mesmo gracinha nenhuma...

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