segunda-feira, 15 de outubro de 2012

WORKSHOP DE PÃO

No dia 25 de Setembro, uma tarde de outono de muita chuva, na sequência do convite da minha amiga GM participei num Workshop de Pão, que teve lugar no Moinho de Papel. 

O grupo era constituído por três "padeiras" amigas, mais uma outra senhora  e várias padeiritas e padeiritos.



 1.º passo - Peneirar a farinha. O farelo segue para o Agro-museu da D. Julinha, para alimento dos animais.

 Os padeiritos eram muito versados na arte de peneirar. O que está a segurar a parede percebia da arte de fazer pão.

E que habilidade, GM!

 A professora - padeira, depois de peneirada a farinha, explica o passo seguinte.

2.º passo - Amassar a farinha. Sempre sob o olhar atento da professora-padeira

 E vá de amassar ...

E vá de amassar... 

 E vá de amassar... 

E vá de amassar...

Todos, à vez, amassaram?! Não sei não!!!

Que vejo??? as padeiras em amena cavaqueira?! Amassar, meninas! É a palavras de ordem...

 E alguns padeiritos a assistir ao trabalho dos outros.

As padeiras GM, ML e moi-mème.

 3.º passo - Levedar. A professora explica como vai proteger a massa, para que cresça e dê muitos pães.

 Enquanto esperámos que a massa levedasse, fomos visitar a parte da moagem. Encontrámos de imediato o Sr. Manuel do Lapedo, que é o moleiro mais antigo do distrito.

 Pusemos as mós a funcionar

A farinha que fizemos!!!!

 Naquela sala havia uma janela, que eu abri, gosto de janelas abertas... Chovia mas a máquina não registou a chuva.

Debrucei-me...

 Olhei à direita. Havia um grupo na rua, à chuva, a ver a paisagem... Antes eu também lá estivera a olhar o rio e... a apanhar chuva da grossa.

4.º passo - tender o pão: Depois da massa leveda era preciso tender o pão, mas primeiro a professora-padeira polvilhou os tabuleiros, onde iríamos colocar os pães para serem cozidos.

 E que habilidosos que era os padeiritos! E estavam prevenidos. Levaram chouriço, presunto e chocolate para rechear o pão.

 A minha amiga também percebia do assunto... Aqui tende pão com presunto.

Não, não é para olharem para o "palhinhas" (de plástico), menos ainda para os copos dos padeiritos. A foto destina-se a mostrar alguns pãezinhos já tendidos e prontos a serem cozidos.

5.º passo - A cozedura
E, já estão no forno... De novo, tivemos de esperar...

 Fomos visitar a secção do moinho de papel. A nora...

 A tina com a mó

 Folhas de papel de desperdícios de linho a secar

 Ah! Mas o Ivo percebia de tudo! Para além de se ter revelado um bom padeiro, ainda percebia de papel reciclado.

 Até fez uma folha de papel. Só ele! A ninguém mais apeteceu enfiar as mãos na enorme tina de pasta de papel.

 A professora-padeira também percebe da técnica do papel e dá algumas informações. Então ML, a menina não está atenta...

 Folhas de papel penduradas no teto, a secar.

 Os pãezinhos estavam cozidos e a professora foi busca-los.

 E naquela sala, mais uma janela... Uma moldura de verde naquela tarde sombria.

 Espreitei...

E o gato, também... 

 No moinho havia dois gatos. Este preto e branco e outro castanho e amarelado. Tentei fotografá-los, mas eles eram muito meiguinhos e ronronavam num vai-e-vem em volta das minhas pernas e das da ML. Quando me levantei e fui à janela, este acompanhou-me. Quis fotografá-lo, mas mal me afastei ele dispôs-se de imediato a seguir-me.

6.º passo - comer
O pão, já pronto, chegou à mesa.

 7.º passo - cavaquear, amenamente, em redor da mesa improvisada
 E merendámos. Além dos pães com chouriço, com presunto e com chocolate, havia marmelada, doce de camarinha e manteiga para comer com os outros pães sem recheio. Para beber: chá, sumos, água e... 

 D. Dinis também apareceu. Veio das Caves Vidigal, só porque havia lá uma Isabel... (assim como é mentira, poderia ser verdade). Foi a GM que levou a garrafa. Boa ideia!

Findo o Workshop demandei o carro, que havia deixado na Rotunda dos Pokémons, como chamam as crianças à Rotunda dos Industriais, seguindo à chuva pela Rua Conde Ferreira. Aqui fica um pormenor do espaço recentemente recuperado.

Foi uma tarde bem passada com as amigas e um grupo de jovens que sem nos conhecerem, nos acolheram com muita simpatia.

10 comentários:

  1. HUMMMM!! Já sei onde aprender a fazer pão, quando eu for a Portugal...Obrigada, pela narração da aula. Muto disciplinados, os padeiritos e as padeiritas. Parabéns! Gostei, imaginei o cheirinho dos pães, ao sair do forno, bem quentinhos.
    Um abraço,Isabel,
    da Lúcia

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    1. Olá, Lúcia. Que prazer sabê-la por aqui!

      Fico contente por ter gostado e sinto-me particularmente feliz por lhe ter lembrado a cheirinho do pão saído do forno. Foi tão aconchegante naquela tarde de chuva!

      Já agora, atrevo-me a contar-lhe um pouco da história deste moinho. O moinho de papel foi instalado em Leiria, junto à Ponte dos Caniços, supõe-se que sobre umas instalações pré- existentes de moagem de cereais, em 1411, destinando-se de acordo com carta régia, de D. João I, a permitir a Gonçalo Lourenço de Gomide, fazer papel e outras coisa que se fizessem "com o artifício da água", desde que não fosse moer cereais.

      Pensa-se ter sido o 1.º moinho de papel existente em Portugal e Leiria uma das primeiras cidades a ter tipografia. Aqui se imprimiu, em 1496, "Almanach Perpetuum" de Abraão Zacuto.

      No século XX, retornou à moagem de cereais.

      Foi recentemente recuperado ao abrigo do programa Polis e transformado num museu de que todos podem usufruir.

      Cá a espero, numa visita a Portugal. Prometo que juntarei as amigas e levá-la-ei ao moinho, para fazermos pão. Vai ser divertido.

      Um beijinho para si.

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  2. Depois desta magnífica reportagem, continuo na mesma, i.e., sem saber o que é "comer o pão que o diabo amassou".
    :)

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    1. Que sorte a sua, não saber o que é "comer o pão que o diabo amassou"! Não será o que nos espera? Até eu que sou feita de otimismo me sinto, sob a nuvem negra que paira sobre as nossas cabeças, anémica de esperança.

      Muito obrigada pela boa vontade com que classifica a "reportagem".

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  3. Também gostei da "reportagem", IS. Gostei particularmente das fotos espreitadas das janelas e daquelas outras que estas emolduravam (parece um enigma...). E a máquina está estragada, faria se não estivesse. Beijinhos. GM

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    1. Olá.

      Para além da máquina estar estragada a fotografa é pouco habilidosa, mas tenho de viver com isso. :)

      Há mais fotos. Estava receosa, por causa da exposição das pessoas. Fico contente por teres gostado. Copiarei as fotos para a pen e levo-tas.

      Beijinho

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    1. Muito obrigada. Foi giro, mesmo muito giro e o pão estava ótimo.

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  5. Boa reportagem, sim. Ai mas as fotos, senhora, as fotos! A máquina deve estar mesmo a precisar dum enxerto. Não está a focar comm´il faut. Está demonstrado que é a máquina. Isso é que é um apego a essa preciosidade sentimental!

    O pão está cá com um aspeto que até apetece comer mesmo pela internet!

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    1. Eu sei que a máquina está mal. Basta olhá-la. Vê-se à vista desarmada. Mas que hei de fazer?! Sou tão fiel aos afetos.... :))

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