segunda-feira, 4 de março de 2013

AQUELA MENSAGEM


Aquela mensagem…

“ Não tentes contactar-me. Estou a ser muito pressionado.”

Era o ponto final num amor incondicional, feito de momentos, na grandeza dos afetos. Assim, sem mais nem menos.
Um amor que se alongara nos anos, sempre moço, sempre renovado. Pensara…
Ela apagou de imediato o e-mail. Não acreditava no que lia…



Eu pergunto: Ele pertenceria à CIA, à KJB, à Mossad?
Parece ficção…

Ao tomar conhecimento da situação, lembrei as palavras da minha professora de Teoria Geral do Direito Civil, sempre que eu reclamava apelidando de puramente académicos os intrincados casos que tínhamos de resolver nas aulas práticas: “Creia que a realidade é mais pródiga do que a minha imaginação lhe pode parecer.”

Eu possuo uma fértil imaginação. Será que alguma vez admiti como possível tal tirada? Garantidamente: não!

Como é que uma mulher sobrevive a uma mensagem como esta?
Sobrevivendo…

A cretinice do Homem nega a matéria de que é feito: Humanidade.

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