quarta-feira, 6 de março de 2013

SOCORRO


Mas alguma mulher se chamou, algum dia, Clináreta, Sóstata ou Filéneta?! Quando é que vou dizer os nomes sem gaguejar? Alguém se chamou Praxágora?! Que é feito das Marias, das Anas, das Margaridas, das Teresas, ou até das Isabeis?

Mas que sina é esta, a minha, que permite que um homem nascido há vinte cinco séculos ache por bem torturar-me? 

Não haverá um que frete um avião e me leve à ópera a Paris? Que contrate André Rieu e a sua orquestra para me deliciar com “Les Roses du Sud” enquanto subo a escadaria e atravesso o foyer do Palácio Garnier, para assistir ao espetáculo?

Aristófanes! Que mal fiz eu aos deuses? Que desassossego! Literalmente! O das tuas palavras, que à época lhe terão dado voz e o meu que não as decoro!

Socorro! Quem me acode?!

5 comentários:

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    1. Olhe que eu aceito... Representamos sempre "sem rede", mas esta peça vai mesmo exigir ponto.Contudo. mesmo com ponto é preciso saber as "deixas" e as falas da personagem.

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  2. Querias! Ser levada à ópera a Paris!... Eu também...

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    1. Não queria, quero. E com os requisitos enunciados. Não é só ir... Ao menos deixa-me sonhar "em grande", porque pequena é a vida. :))

      Eu já ia de boa vontade a Paris, mesmo sem ópera e estou para aqui a armar-me em esquisita... :))

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  3. Ah, amigos! Para já fico feliz logo que decore as falas da minha personagem (dizem que é preciso estudá-las...), depois penso no resto. :))

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