quinta-feira, 17 de novembro de 2011

UM CASO DE POESIA


-Paulo, viu por aí o meu cavalo verde?

7 comentários:

  1. HOMENAGEM A UM POETA
    O mundo, dizias tu,
    não é só dos pássaros
    e do vento, o mundo
    é também nosso. Foi
    por isso, poeta,
    que encheste
    uma gaveta
    de nuvens com a memória
    das palavras e acendeste
    no chão
    dos dias
    comuns
    algumas estrelas
    com tua mão.

    Albano Martins

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  2. Lindo "euchavi"! Muito obrigada pelo comentário. Gostei imenso das imagens finais "encheste uma gaveta de nuvens com a memória das palavras"; "acendeste no chão dos dias comuns algumas estrelas com tuas mãos". Só não refere que o cenário é S. Martinho, na baixa-mar para andar a pé.

    Sabe, gosto de caixas cheias de beijinhos?! :D

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  3. Voltei "euchavi". O meu comentário não ficou inteligível.
    Gosto de decorar caixas. Sejam que caixas forem. Dantes trazia das sapatarias as caixas dos sapatos que comprava e forrava-as a tecido. Enquanto executava a tarefa ia pensando que aí guardaria os beijinhos que me fossem dando.
    Ria-se à vontade, há gente internada por menos. Era uma forma inofensiva de entreter o tempo, tão boa como outra qualquer.

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  4. Entreter o tempo!??
    Seria o querer guardar? As "coisas"? As memórias?
    A posse? O "receio"? O exclusivo? O íntimo?......

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  5. Olá, Olímpio.
    Tantas perguntas e eu sem respostas...
    Os miminhos são uma coisa rara. Quem não gosta de guardá-los?
    Tenho a certeza que a partir de hoje vai olhar as caixas de forma diferente.
    :)

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  6. Olhar???
    Caixas... tenho muitas!
    Nas gavetas guardamos as coisas úteis...
    Nas caixas... estimamos os poemas da vida.
    E elas são tantas quantos os meandros do rio da memória feliz.

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  7. Na verdade, Olímpio, eu gostava de decorar caixas de cartão, mas aquela onde verdadeiramente guardo todos os poemas da vida é o meu coração. Aí guardo não só os poemas que a vida já escreveu para mim, mas também aqueles que ainda espero que ela venha a escrever.
    É quando mais feliz me sinto, que abro a tal caixa e deixo que o rio da memória flua livremente. Quando estou triste fecho tudo bem fechadinho para que a humidade não entre.

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