sábado, 12 de fevereiro de 2011

NÃO HÁ SÁBADO SEM SOL...

O triiiiiiimm… da porta apressou-me. Espreitei e não percebi bem do que se tratava. Descuidadamente abri. O Sol, transmutado em sete tulipas amarelas, saltou-me para as mãos. “Da parte do Sr. Vinicius” ouvi dizer, mas eu já só tinha olhos para as flores, com os lábios abertos num enorme sorriso, mal balbuciei “diga-lhe que agradeço”.

Mandei entrar o mensageiro e ficámos boa parte da manhã conversando de tudo e de nada, desses afectos velhos que compõem o puzzle de uma amizade de sempre, que cresceu connosco ao sabor das brincadeiras da infância, das dúvidas da adolescência, dos reveses da vida, dos velhos projectos, dos actuais, dos futuros.

E o Sol entrou na minha casa e permaneceu na minha alma naquele abraço forte de quem já se não via há muito tempo.

Quando ele descia a escada, fazendo-se à vida, murmurei “diz ao Vinicius que está perdoado!

Que leveza dá à vida o calor humano!

5 comentários:

  1. Sem dúvida que o calor humano é tão necessário ao nosso equilíbrio emocional como o Sol, aquele que brilha lá bem no alto mesmo que o céu esteja nublado, o que não é o caso de hoje.
    O Sol brilha, o dia está esplendoroso!
    Há dias assim.
    Felizmente!...

    Com amizade,
    António

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  2. Mas agora são flores todos os dias?!... Que sortuda! E que bonitas são as tulipas!
    Que bom!

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  3. Confirma-se que a Primavera está quase a chegar...

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  4. A Primavera é como o Natal: É quando um homem quiser!!!!!!!!!!!!

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  5. As tulipas amarelas foram-me oferecidas a propósito do Post de 23 de Janeiro "Comentário".
    Para além de serem sinónimo amizade, gentileza e simpatia, revelam o extraordinário sentido de humor de quem mas ofereceu.
    Os amigos são assim, inconscientemente, põem-nos a Primavera nas mãos, no Inverno do nosso descontentamento.

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