quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

OS AMIGOS VIRTUAIS

Coisa nova, recentíssima, criada pelas facilidades da alta tecnologia, as malhas da blogosfera crescem, desenvolvem-se, estendem-se em todas as direcções.

Como quem faz renda tecemos a primeira laçada e facilmente ficamos envolvidos. Começam a aparecer olhos, estrelas, crianças sonhadoras, flores, bolsas, sombras, relógios-de-corda, pedaços de céu, misturados com rostos: uns conhecidos, outros não. São os amigos virtuais.

Contundentes por vezes, ironizam outras, acarinham-nos quase sempre porque nos lêem, fazendo-nos sentir que estamos vivos e em grupo.

De que falamos? Da música que nos apeteceu, da nostalgia que nos invadiu, do amigo que não víamos e apareceu de surpresa, da tristeza que nos invadiu, do filme que nos encantou, das flores do jardim, do neto que nasceu, do passeio mais recente. Falamos da vida. Falamos de nós, tal e qual como se a conversa acontecesse com a vizinha à soleira da porta ou de janela para janela.

O Homem, desde longa data, confrontado com o som da sua voz sentiu necessidade de se fazer ouvir cada vez mais longe para chamar os seus iguais.

A Aldeia cresceu. Aprimorámos as técnicas, porque continuamos desamparados a precisar de reunir o grupo.

2 comentários:

  1. Mal por mal, prefiro falar com os amigos virtuais a fazer renda.... mas a imagem está bonita, sim senhora!

    ResponderEliminar
  2. Há quem use bengala apenas por uma questão de porte… quanto à renda, como só sei fazer cordão, não comento.
    :)

    ResponderEliminar