domingo, 13 de março de 2011

A RESPOSTA POSSÍVEL...

Numa Concha

Pudesse eu ser a concha nacarada,
Que, entre os corais e as algas, a infinita
Mansão do oceano habita,
E dorme reclinada
No fofo leito das areias de ouro...
Fosse eu a concha e, ó pérola marinha!
Tu fosses o meu único tesouro,
Minha, somente minha!

Ah! com que amor, no ondeante
Regaço da água transparente e clara,
Com que volúpia, filha, com que anseio
Eu as valvas de nácar apertara,
Para guardar-te toda palpitante
No fundo de meu seio!

Olavo Bilac (1815-1918)

6 comentários:

  1. Tão querido, este poeminha!
    Mas a resposta possível a quê? Não é à manif, pois não?!

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  2. Olá, Carol:

    A resposta possível à carta que postei em "fechando o ciclo das velharias..."

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  3. Conchas há sem pérola, embora belas e nacaradas;
    pérolas há sem concha, por nunca serem encontradas.

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  4. “Fechado o ciclo das velharias” aguardamos ansiosamente pelas “novarias”.
    Ainda vou a tempo de lhe dar os parabéns?
    Desejo que conte muitos e muito nos conte.
    Beijinho!

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  5. Rui Pascoal:
    É sempre tempo para coisas boas. Os parabéns é uma delas. Muito obrigada. Desejo que continue por muitos anos a felicitar-me, será porque andaremos por cá todos a postar (ou não) coisa na Net. :)
    Um beijinho também para si.

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  6. Olímpio:
    Obrigada pelo seu comentário. Desejo que, se ainda não encontrou, encontre depressa a pérola que lhe aqueça o coração... :)

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