terça-feira, 13 de novembro de 2012

FESTA DA CASTANHA - MARVÃO

Sábado, dia 10, um grupo de amigos partiu de Leiria com destino ao Marvão, cerca das sete horas e quarenta e cinco minutos. A finalidade era a Festa da Castanha.

Primeira etapa: Belver. 
Esta visita não fazia parte do programa, mas o A. lembrou-se: "Estamos aqui tão perto, podíamos ir a Belver" e fomos.

Chovia, mas não foi isso que nos impediu de subir até ao castelo. 




Esta é a rua D. Sancho I. Rua? Quem diria...
Era aqui que D. Sancho treinava as tropas: obrigava-os a subir e descer a "rua" em passo de corrida. Assim como é mentira poderia ser verdade...

O castelo estava fechado, mas isso não nos impediu de apreciar a fabulosa paisagem: o Tejo meio enevoado, serpenteando indiferente à beleza com que nos fascinou.

A melhor característica das subidas é a descida, quando regressamos ao ponto de partida...
Acabavamos de descer a escadaria, cita rua de D.Sancho I, apareceu um senhor muito simpático com a chave do castelo, disposto a mostrar-nos a fortificação: "Ah! Eu não fiz mal a ninguém! Já não volto a subir" e ninguém subiu...

 Chovia copiosamente e eu sem chapéu de chuva... encaminhei-me para a Igreja Matriz.

 Ah! Se fora vermelha, pensar-me-ia em Londres.

 Nossa Senhora da Visitação. A imagem tem cabelo natural, circunstância que me impressiona. Não acho nada interessante a ideia...

Santa Luzia, vela pela boa visão de todos. Será por isso que a terra se chama Belver? - Muito gosto de inventar tolices...

 E na sacristia (sim , não deixo nada por ver) em cima de uma mesa, um lindo centro em crochete, como se pode apreciar pelo pormenor.

Toda molhada e os outros pouco melhor, regressámos à camioneta: Sr. motorista, posso pendurar o meu casaco na sua cadeira?" E referia-me à parka de penas com que de manhã me enchouriçara, prevenindo o frio - "então não pode?! O casaco cheira tão bem!" - Apeteceu-me responder que tomara banho por ser dia de passeio, mas limitei-me a um "obrigada" acompanhado de um sorriso.

Segunda etapa: Castelo de Vide
Almoçámos e dispusemos de algum tempo para passear.

 À saída do Centro da INATEL, onde almoçámos, fiquei intrigadíssima com as flores do arranjo: Serão naturais ou artificiais?" E vá de tentar descobrir, mas houve uma amiga que não me perdoou a curiosidade e registou-a...

 A MC quis ir à loja dos amigos. Fomos e calhou-me fazer a passagem de modelos de chapéus para que as interessadas vissem o efeito...

 Mas a C, a B e o marido e eu queríamos ir à judiaria. "Para aí Isabel, para registar o momento"

 Calcorreámos ruas e mais ruas...

 Apreciando tudo o que se oferecia ao nosso olhar curioso...

 E quando olhávamos para trás, não resistíamos a fixar a imagem.

 Mais um trecho bonito..

 Aqui não resistimos a um olhar indiscreto...

Também subimos ao castelo.

"Venham cá meninas que vocês não sabem o que isto é."

 Era para vermos o aquartelamento. Afinal até sabíamos o que era...

 Algures o brasão de D. Dinis...

 Tudo tão verdejante!

 Onde está o gato?

 E o canário à janela a ver-nos passar...

 Namorei janelas bonitas...

 Outra, tão bela!

E não deixei de admirar a paisagem urbana por este ângulo à saída do Castelo, junto ao monumento a Salgueiro Maia.

 Nós bem empurrámos, mas a porta não cedeu...  

 Que festa quando encontrávamos os outros!

 Que seria que atraiu a curiosidade das fotografas?

 Momento de miminho, no colo da mãe...

 E despedida a Castelo de Vide, com a sinfonia do violinista que quebrara o arco.

Ah! E as rosas...

Terceira etapa: Marvão - Festa da Castanha

 "Meninas, vamos lá a mexer as perninhas. As castanhas estão a arrefecer... "

 E logo à entrada, a hipótese de se escolher o meio de transporte novo para voltar a casa...

 E esta exposição de produtos? "Linda" mistura... O senhor da banca também era muito interessante. Tinha ar de estrangeiro. Tirei-lhe uma foto, mas não ficou em condições de publicar.

 E, finalmente, as castanhas. E há várias espécies de castanhas: camarinha, judia, longal e nem sei que mais. Eu pensava que havia castanhas e ponto final. Que rústica!

 E os nabos? Nunca vira tão grandes!

 Passeámos, passeámos...

 
Cumprimentámos o ouriço cacheiro.

E aqui?!Já tinha castanhas. Resolvi prender o burro.


E não é que a estrela de Belém , também foi à festa?!

Havia três cabeçudos...


 "Olhe que eu já vi uma mulher morrer à espera que começassem a tocar, para vos tirar uma foto" "É para já!" E foi...

E tocavam bem. 

 Mesmo muito bem!

 E esta hem?

Tantos a procurar e afinal é em Marvão... 

 E a coragem da A.?! Sapatinho de "ir ao figo" no empedrado do dia...

 Andei, andei mas não perdi o Norte.

 E os cavalos?! A ternura da infância a cair-me em cima... Quantas cavalgadas sem fim em bichos semelhantes, comprados, então, na Feira de Março?! 

Do alto da muralha, espreitámos a festa. Este pavilhão era onde atuavam os artistas. O nome de cartaz era o José Cid.
À esquerda, vê-se o primeiro assador de castanhas por onde passámos. Funcionava assim: numa tenda situada perto, compravam-se as canecas para o vinho e as senhas para o dito e para as castanhas, depois as senhas eram trocadas pelos produtos, junto dos colaboradores do assador de castanhas.
Quando espreitámos, o assador dizia: "Não há castanhas. Estão a assar. Quem tem pressa vai a outro lado, que há aí mais magustos" Não falara para nós, mas o recado serviu-nos. O homem costumava ser simpático uma vez por ano e já tinha sido, antes de chegarmos.

 E o sol a fazer inveja, brilhando lá por terras de Espanha...
Era hora de partir. E à saída: "Então as senhoras vão embora sem ver o José Cid? Olhem que ele vai já atuar" "Pois! Vamos perder o espetáculo e o autógrafo. É a vida!" E vá de rir...

 Gente e mais gente... Muita muita gente. Se a necessidade aperta... Palavras para quê? É Portugal no seu melhor!
E vá de esperar que o autocarro chegue, para o regresso a casa.

A Festa da Castanha ficou vista. A Marvão (há quantos anos não iria lá?) voltarei quando calhar, mas sem confusões... 

6 comentários:

  1. Respostas
    1. É mesmo. Muito, muito lindo! Tanto o alto, como o baixo Alentejo.

      Tirei muito mais fotos do que estas, mas não poderia publicar todas...

      Eliminar
  2. Foi um passeio e (castanhas) peras!
    :)
    Linda reportagem, de fazer inveja...
    :(

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, Rui.
      Pera foi só uma, a que comi à sobremesa, porque o arroz doce não me convenceu. :) Ah! mas o borrego e a farinheira?! Uma delícia!

      Foi mesmo um bom passeio. Sobretudo pela companhia de tantas amigas e amigos.

      Eliminar
  3. Respostas
    1. Marvão e não só. Ainda acho Castelo de Vide mais bonito que Marvão.
      Gosto muito de todo o Alentejo. Pena ficar para além do Tejo...

      Eliminar