terça-feira, 4 de setembro de 2012

DÁ-ME A TUA MÃO


Dá-me a tua mão.

Deixa que a minha solidão
prolongue mais a tua
— para aqui os dois de mãos dadas
nas noites estreladas,
a ver os fantasmas a dançar na lua.

Dá-me a tua mão, companheira,
até o Abismo da Ternura Derradeira.

José Gomes Ferreira, in “Poeta Militante I” 

3 comentários:

  1. E se eu de súbito gritasse
    nesta voz de lágrimas sem face?:

    Eh! companheiros da plataforma
    presos ao apagar do mesmo navio!
    Porque não nos amamos uns aos outros
    e damos as mãos
    - sim, as nossas mãos
    onde apodrecem aranhas de bafio?

    Eh! companheiros da plataforma!
    (Não empurrem, Irmãos.)

    José Gomes Ferreira
    Poesia III

    Há dias assim ...

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    Respostas
    1. Abençoado o dia em que a voz se ergue para que as mãos se unam! Bem haja pela partilha.

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