sábado, 29 de janeiro de 2011

SÁBADO

Não costumo ir ao Sábado ao cabeleireiro, mas hoje aconteceu. Entrei, disse ao que ia, vestiram-me o penteador, mandaram-me sentar e passaram-me para as mãos a revista “Nova Gente”, que comecei a ler, contrariando as boas intenções de ir estudando o meu papel no teatro, que “pelo andar da carruagem” não sei quando vou decorar.

Estava eu olhando embevecida a foto da família Carrilho “batida” no dia das eleições, questionando-me sobre quem terá deixado fazer a cruz a quem, face à panóplia dos presidenciáveis. “Terá a Bárbara deixado a Carlota fazer a cruz no seu boletim de voto e o Sr. Professor o Dinis Maria no que lhe caberia por direito, ou terá sido ao contrário?”, quando a manicure avança para me cuidar das mãos. Desanda-se a cadeira num ângulo de quarenta graus, largo a revista, vai-se a leitura e desperto para o que me cerca.

À direita um senhor, já de cabeça lavada, de penteador vestido, sentado tal como eu, fazia boquinhas para o espelho enquanto aguardava que lhe cortassem o cabelo, na calha lavava-se a cabeça a um jovem e outro aguardava sentado a sua vez. Volto a olhar para confirmar se tinha visto bem. O senhor das boquinhas, apanhado em flagrante deixou de fazer boquinhas, mas avisa que também deseja fazer as sobrancelhas e os outros dois continuam no salão. Vi bem, no salão só eles e eu. Está tudo correcto. Estará? “Depois das unhas vão fazer-me a barba?” pergunto à manicure que, com um sorriso tímido, me explica que vir à cabeleireira não é o mesmo que ir ao barbeiro. “As cabeleireiras fazem uns cortes de cabelo mais modernos”; “Ah, então a barba ainda é no barbeiro!” exclamei aliviada confiando nos cuidados da pequena.

- Isabel (só poderia ser uma Isabel), a tua presidência no projecto MULHERES DO SÉCULO XXI está a ser um êxito, os homens acabaram de alcançar a “igualdade de género”!

7 comentários:

  1. `´Oh querida Isabel.
    Tenho andado um tanto com o astral por baixo, mas você fez-me soltar uma gargalhada.
    Então pertence à classe das mulheres barbadas? Não era suposto que o tal senhor fosse ao barbeiro? Bem , eu sei que hoje em dia é tudo unisexo.
    Por essas e por outras, quem me corta o cabelo é a minha mulher e, em casa. Comprei uma máquina de cortar cabelo pente Nº-2 e, já está. É fácil, barato e, rende milhões.
    Um abraço e Bfds.

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  2. Pois é amigo João, isto anda tudo baralhado. Andam para aí a dizer que as mulheres lutam pela igualdade de direitos, na política até falam em quotas e depois os homens é que nos invadem os salões das cabeleireiras. Como diria o meu avô "O mundo está roto. Chove como na rua..."
    Folgo em sabê-lo mais animado.
    A zona onde mora é muito bonita. No Verão passado gozei uma semana de férias na zona. Estava instalada no Hotel Monte da Lezíria e fazia praia em Porto de Carretas (tirando os dias em que passeei por outros lados). Senti que estava perto do paraíso.
    Um abraço.

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  3. Pois fica sabendo que na minha cabeleireira vão homens ... fazer a depilação! E um deles é polícia! Isto é mesmo o fim das instituições...

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  4. Acho muito bem que se depilem para saberem quanto custa!E continuo na minha: Os homens é que precisam de se emancipar as mulheres sempre souberam adaptar-se a qualquer circunstância.Precisam é de fazer ouvir a sua voz.

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  5. "Polícias e ladrões" sempre existiram. Esses, de que as senhoras falam, não seriam agentes "infiltrados"?
    :)

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  6. Óh querida amiga.
    Foi mesmo defronte à minha antiga casa. Se tivesse andado mais uns metros em direção a Santiago, encontrava o BºHorizonte, onde construí a minha casa e vivo lá desde 1984. Para a próxima vinda, é obrigatório avisar. Ficarei muito ofendido se não o fizer. Já agora , tem uma casa à disposição, pois há muito espaço e, só cá estou eu e minha mulher. Isto por cá é muito aprazível e, o que não faltam são praias das mais limpas e belas do Litoral Alentejano.
    Um abraço e, venha o Verão...

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  7. Amigo João,
    Não fiz só praia, embora o mar tenha a cor azul mais bela que alguma vez vi!Fui a Santiago de Cacém visitar as ruínas de Miróbriga, o castelo, ocupado pelo cemitério, o que faz dos mortos os senhores de Santiago e a Igreja Matriz rica em talha policromada, mas a precisar de restauro urgente.Ainda visitei Sines. Para a próxima vou ás laranjas a casa do meu amigo João. Fica prometido, mesmo que não haja laranjas.

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